Medicina e Saúde

Como fazer uma anamnese

como fazer uma anamnese

Como fazer uma anamnese bem estruturada é uma das tarefas básicas e principais do profissional da Medicina. É através dela que o médico conhecerá os dados importantes da vida do paciente, não só em termos pessoais, como também os motivos que o levaram até à busca de uma solução para suas queixas de saúde.

Com toda a certeza, realizar uma boa entrevista no primeiro contato pessoal com o paciente é fundamental, a fim de que o médico faça uma avaliação  abrangente das condições de saúde do paciente. Então, terá elementos suficientes para definir de forma mais rápida um diagnóstico.

Dessa maneira, a ProDoctor Software elaborou este post para que você reafirme seu conhecimento sobre o tema. Afinal, realizar uma boa anamnese é um passo de grande relevância na relação médico-paciente, uma vez que por meio dela se estabelecem os laços de uma confiança que ajudará no sucesso do tratamento.

Assim, convidamos você para seguir, abaixo, os seguintes tópicos:

  • O que é uma anamnese?
  • Qual a importância de fazer uma boa anamnese
  • Como fazer uma anamnese
  • 6 perguntas essenciais

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O que é uma anamnese?

como fazer uma anamnese

Saber como fazer uma anamnese corretamente é importante porque este é um procedimento necessário e essencial, pois possibilitará não apenas chegar ao diagnóstico preciso, como também estabelecer as condutas mais corretas. Mediante as informações recolhidas, o médico terá em mãos as condições clínicas do paciente, com seu histórico de patologia familiar, a fim de fazer as prescrições necessárias no tratamento que irá propor.

Em outras palavras: com a anamnese, o profissional da Medicina utiliza o relato do paciente e, atento aos pontos que julgar essenciais, tem condições de orientar a conduta terapêutica a ser adotada.

Além disso, é preciso destacar um ponto: o médico precisa saber ouvir, deixar o paciente falar, sentir-se à vontade para externar suas dores e queixas. Certamente, esta é uma técnica que você desenvolverá com os anos de trabalho e a experiência diária.

Qual a importância de fazer uma anamnese

A importância de fazer uma anamnese está no fato de que este documento armazenará todas as informações referentes ao paciente. Desde o seu nome completo e seu histórico médico até as queixas do momento em que está diante do profissional. E todas as informações permanecerão resguardadas no prontuário do paciente sob sigilo, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Nesse sentido, é também importante lembrar que você passa a ter em mãos todas as informações vindas diretamente do paciente. E que serão fundamentais para orientá-lo na análise das queixas e na montagem de uma estratégia para ver qual a conduta necessária a ser adotada e a prescrição médica correta para o tratamento.

Como fazer uma anamnese

Portanto, você precisa estar bem atento para ouvi-lo. Por isso, deixe o paciente à vontade para falar e procure não interrompê-lo. Então, quando ele silenciar, faça as perguntas sobre os aspectos do relato que te deixaram em dúvida. A utilização de um software de gestão de excelência e reconhecimento no mercado será fundamental nesse processo, principalmente, para que possa lhe dar a devida atenção.

Com o uso do aplicativo, o médico ganha tempo com a agilidade proporcionada pelo uso de modelos próprios salvos no software. Dessa maneira, não tendo que escrever à mão ou digitar, poderá se dedicar a todo o relato do paciente.

Nesta fase, olhe para o paciente, preste atenção em suas reações e nos detalhes. Por exemplo: se tem dificuldades ou fica nervoso para abordar determinado assunto. Se acaso isto acontecer, procure ajudá-lo, de forma educada e gentil. Faça-o compreender que esta cumplicidade é importante para o sucesso do tratamento. Ou seja: você o ajuda e ele colabora para que você possa elaborar com maior precisão o diagnóstico.

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Perguntas essenciais

Legislação sobre prescrição médica: conheça

Durante a entrevista para preenchimento da ficha de anamnese, algumas perguntas são obrigatórias:

  • Identificação – São questões básicas e que não demandarão tempo diante do computador, não prejudicando, assim, o relato do paciente. São elas:
  • Nome – Escreva corretamente o nome do paciente, pois isto reflete zelo e respeito por ele, colaborando para estreitar o relacionamento logo de início. Se acaso tiver dúvida, pergunte. Só para exemplificar: Maria Luiza é com “s” ou com “z”? “Tem acento?”. Se o sobrenome for estrangeiro, peça para soletrar. Este cuidado também é importante para facilitar o arquivamento do prontuário médico.
  • Endereço – Da mesma forma, anote seu endereço completo e, da mesma forma, pergunte, se acaso tiver qualquer dúvida. Ter o número de telefone do paciente é importante, pois poderá ser necessário em alguma ocasião de necessidade, a fim de agendar um contato imediato para complementar informações ou, por exemplo, cancelar ou alterar o horário de uma consulta. 
  • Idade – Trata-se de um fator importante, uma vez que certas enfermidades têm relação direta com faixas etárias. Só para ilustrar: a osteoartrite é uma doença que acomete preferencialmente pessoas idosas, principalmente nas articulações das mãos, joelhos e quadris. 
  • Estado Civil – Esta informação poderá ser útil em problemas de cunho psicológico, que poderão interferir no quadro de saúde do paciente. 
  • Gênero ou sexo – É importante ser observado, uma vez que existem certas doenças que afetam com maior incidência em um dos gêneros.
  • Raça e cor da pele – Da mesma forma, determinadas moléstias atingem com maior frequência conforme a raça. Por exemplo: o câncer de pele é mais comum em pessoas de cor branca. Por outro lado, os indivíduos da raça negra estão mais predispostos às displasias fibrosas.
  •  Profissão – Algumas categorias profissionais podem levar as pessoas a desenvolver determinadas enfermidades. Motoristas de ônibus e jornalistas, por exemplo, estão na linha de frente quando se fala em estresse.
  • Procedência – Também é importante saber em qual região o paciente mora e trabalha, se acaso tem contatos com áreas de risco ou se fez alguma viagem para tais locais. Isto se justifica, uma vez que determinadas moléstias são predominantes em certas regiões de modo endêmico ou epidêmico, conforme acontece com a doença de Chagas na Amazônia Legal.
  • Queixa Principal (QP) – É importante que esta queixa deva ser transcrita, preferencialmente, conforme as palavras relatadas pelo paciente. Este deverá falar sobre quando sentiu os primeiros indícios de que alguma coisa estava errada com sua saúde, exemplificando com os sinais e os sintomas. Além disso, destacar se esteve realizando algum tratamento anterior, que não produziu o efeito esperado. Então, falará sobre o motivo que o levou a procurar outro médico.
  • História da Doença Atual (HDA) – É o momento em que o paciente precisa detalhar não só como começaram as manifestações de mal-estar e dor, bem como o desenvolvimento da moléstia. deixá-lo à vontade para narrar como começou a enfermidade, seu progresso e desenvolvimento ao longo do tempo. Para que faça tal narrativa, você deve perguntar para ele quando iniciaram as dores, em qual região do corpo e a forma como começaram.
  • História Patológica Pregressa (HPP) – Trata-se do Histórico Médico e Fisiológico, fase em que e necessário saber de forma detalhada as doenças de caráter sistêmico que foram contraídas desde seu nascimento até o momento da consulta.
  • Com toda a certeza, esta é a fase em que será possível observar três aspectos: primeiramente, garantir que o tratamento não irá prejudicar seu estado de saúde ou seu bem-estar. Em seguida, constatar a presença de alguma doença de ordem geral do paciente, seja por estar utilizando algum medicamento destinado ao seu tratamento e que poderá prejudicar o atendimento. Por fim, facilitar o diagnóstico de uma doença ignorada, e que talvez exija um tratamento especial.
  • História Familiar – O relato desta fase deve ser recolhido com o intuito de conhecer o estado de saúde, principalmente, de pais, irmãos, avós, esposa (o) e filhos. Dessa maneira, será possível identificar uma eventual enfermidade hereditária, ou que possa ter tendência genética.
  • Além disso, tem uma importância especial e é considerada indispensável na entrevista, uma vez que poderá ser determinante diante da suspeita de diabetes, doença cardiovascular, tuberculose, distúrbios hemorrágicos, doenças alérgicas e nervosas.
  • História Social – Do mesmo modo, é de grande relevância conhecer os hábitos que o paciente tem, pois serão fundamentais na elaboração do diagnóstico. E, como resultado, na fundamentação do prognóstico. Nesse sentido, é preciso estar em alerta e estudar atentamente hábitos nocivos, como o vício em cigarro, bebidas alcoólicas e outros tipos de droga.
  • Você precisará saber, de forma detalhada, o tipo de consumo, tempo de uso e a quantidade, se de forma ininterrupta, com variações ou interrupções. Além de constatar se passou por algum tipo de tratamento, com medicações e necessitando ser internado.

Resumo

Certamente, você agora relembrou pontos importantes e teve a oportunidade de acrescentar detalhes aos seus conhecimentos. Dessa maneira, reforçou sua experiência sobre como fazer uma anamnese, convicto de que a relação médico-paciente pode ser ainda mais enriquecedora.

Não só pela técnica e sensibilidade em saber ouvir as queixas, mas também pela oportunidade de estreitar os laços humanos e ter a confiança dos enfermos que necessitam de seu conhecimento científico.

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