Como fazer receita médica digital: passo a passo para emitir com segurança e conforme a legislação

A transformação digital chegou para ficar na área da saúde e a prescrição médica não ficou de fora desse processo. Se você é médico ou gestor de clínica e busca mais segurança, agilidade e conformidade legal nos atendimentos, entender como fazer receita médica digital é essencial.

Gerar uma receita digital pode ser mais simples do que você imagina, porém, é preciso respeitar a legislação vigente. Poder contar com um software médico adequado também é indispensável, pois a escolha das ferramentas certas impacta diretamente a eficiência operacional, a satisfação dos pacientes e, principalmente, a segurança jurídica do seu trabalho.

Neste artigo, vamos te mostrar o passo a passo completo para emitir receitas digitais de forma segura e legal. Você vai conhecer também as normas que envolvem a prescrição digital, descobrir os formatos aceitos de assinatura (como o certificado digital ICP-Brasil) e compreender como sistemas especializados, como o ProDoctor, facilitam esse processo mantendo total conformidade com a legislação.

Índice de conteúdo

Como funciona a receita médica digital e quais são suas exigências legais?

A receita médica digital funciona como uma prescrição comum, a diferença é que ela é um documento eletrônico, gerado em uma plataforma digital, como um software médico, por exemplo, substituindo o papel, mitigando problemas com legibilidade e agilizando o processo.

Esse documento digital possui a mesma validade jurídica de uma receita escrita à mão, desde que seja validado por uma assinatura digital no padrão ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira).

A receita médica digital pode ser enviada ao paciente via SMS, e-mail ou WhatsApp em PDF, ou por meio de um link que leva até o download do arquivo PDF. 

O paciente recebe a receita no seu dispositivo com um QR Code ou código de desbloqueio. Na farmácia, o farmacêutico usa um validador online (do ITI) para verificar a autenticidade e assinatura. Após validação, dispensa o medicamento e registra a venda.

Validade legal

Como dissemos, para que uma receita digital tenha validade legal, ela precisa seguir a Resolução do Conselho federal de Medicina (CFM) n.º 2.299/2021, que normatiza a emissão de documentos médicos eletrônicos. 

Essa resolução estabelece que toda prescrição digital deve conter assinatura eletrônica qualificada no padrão ICP-Brasil, garantindo autenticidade e não repúdio.

Regularidade do sistema prescritor 

Além disso, o sistema utilizado para gerar a receita deve estar devidamente cadastrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde atua. Essa exigência assegura que a plataforma atende aos padrões de segurança e privacidade estabelecidos, incluindo conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Por exemplo, a ProDoctor, enquanto desenvolvedora do software médico que integra um prescritor eletrônico, está inscrita no CRM-MG, local da sede da empresa, comprovando regularidade.

Estrutura da receita digital

O documento digital deve conter as mesmas informações obrigatórias de uma receita tradicional: 

  • Identificação completa do paciente, com nome e endereço;
  • Medicamentos prescritos com posologia detalhada;
  • Data de emissão;
  • Nome completo do médico;
  • Número de registro no CRM com a unidade federativa;
  • Endereço do consultório ou estabelecimento de saúde;
  • Assinatura digital certificada.

Restrições por tipo de receita

Um aspecto importante é que a receita médica digital não substitui automaticamente todos os tipos de prescrição

Para medicamentos controlados, há regulamentações específicas da Anvisa que precisam ser observadas. As do tipo A (Amarela), B (Azul) e as especiais para Talidomida e Retinoides (Lista C2), devem ser físicas, pois a Anvisa exige o talonário físico numerado para esses medicamentos controlados, que precisam ser retidos na farmácia para fiscalização.

Receitas simples, de antibióticos e algumas controladas (C1, C5) já são aceitas digitalmente com assinatura eletrônica qualificada.

Nós escrevemos um artigo sobre os tipos de receitas médicas no Brasil, acesse e saiba mais!

No início de 2025, a Anvisa aprovou resolução que expande o formato digital para receitas controladas via integração ao Sistema Nacional de Controle de Receitas (SNCR), eliminando a necessidade de vias físicas. Essa mudança terá vigência após publicação no Diário Oficial da União e disponibilidade completa do sistema, prevista para junho de 2026.

Como posso fazer uma assinatura digital para uma receita médica?

Para assinar digitalmente uma prescrição, você precisa primeiro obter um certificado digital no padrão ICP-Brasil, que pode ser do tipo A3 (token ou cartão) ou em nuvem, com validade jurídica.

Médicos adimplentes podem obter gratuitamente o Certificado Digital em nuvem, no padrão ICP-Brasil, oferecido pelo CFM e Conselhos Regionais (CRMs) como um serviço exclusivo e sem custo. Ele é emitido pela Valid Certificadora e pode ser solicitado pelo portal CRM Virtual.

Com o certificado em mãos, basta integrá-lo a um sistema médico compatível e assinar digitalmente a receita no momento da prescrição.

Aqui em nosso blog temos um passo a passo para médicos e profissionais da Saúde de como fazer a assinatura digital. Acesse e confira!

Quais são os formatos aceitos para assinar uma receita médica digital?

A legislação brasileira é clara quanto aos formatos aceitos para assinatura de receitas médicas digitais. O padrão obrigatório é a assinatura eletrônica qualificada no modelo ICP-Brasil, que utiliza certificação digital emitida por autoridades certificadoras credenciadas pelo governo federal.

Certificado A1

Dentro desse padrão, existem duas modalidades principais de certificados aceitos. O primeiro é o certificado A1, que possui validade de um ano e fica armazenado diretamente no computador ou servidor em formato de arquivo digital. 

Embora seja mais prático para uso cotidiano, exige renovação anual e cuidados com backup e segurança do arquivo.

Certificado A3

O segundo e mais recomendado para profissionais de saúde é o certificado A3, com validade de um a três anos. 

Esse certificado fica armazenado em dispositivo criptográfico como token USB ou cartão inteligente, oferecendo maior segurança, pois não pode ser copiado. 

Existe também a versão em nuvem (A3 em nuvem), que combina a segurança do A3 com a praticidade de acesso de qualquer dispositivo conectado à internet.

PDF: o formato de documento mais aceito

O formato do arquivo final da receita também merece atenção. O padrão mais utilizado e aceito é o PDF (PDF for Archiving), que garante a preservação de longo prazo do documento mantendo todas as suas características originais, incluindo a assinatura digital incorporada. Esse formato impede alterações posteriores e mantém a integridade visual e técnica do documento.

A importância do QR code na receita médica digital

Ao emitir uma receita digital, o sistema deve gerar também um código de verificação, geralmente em formato de QR Code, que permite a validação imediata da autenticidade do documento. Esse código é especialmente útil para farmácias e outros estabelecimentos que precisam confirmar a legitimidade da prescrição antes de dispensar o medicamento.

Formato não aceito

É importante esclarecer que assinaturas eletrônicas simples, como as geradas por plataformas de assinatura online que não utilizam certificação ICP-Brasil, não são aceitas para fins de prescrição médica no Brasil. 

Da mesma forma, uma simples digitalização da assinatura manuscrita ou o uso de senhas sem certificação digital não conferem validade legal ao documento.

É possível gerar receita online em qualquer sistema ou há exigências específicas?

Não, não é possível gerar receitas médicas digitais com validade legal em qualquer sistema. A legislação estabelece requisitos técnicos e regulatórios claros que devem ser atendidos pela plataforma utilizada.

Para garantir a validade e a segurança jurídica da sua prescrição, o software médico deve cumprir as seguintes exigências específicas:

1. Cadastro e conformidade com o CRM

Como vimos, o sistema prescritor precisa estar cadastrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) da sua jurisdição. Esse cadastro assegura que a ferramenta foi avaliada e atende aos padrões mínimos de segurança, funcionalidade e conformidade legal estabelecidos.

2. Integração com Certificado Digital ICP-Brasil

A plataforma deve oferecer integração nativa com certificados digitais ICP-Brasil. Ou seja, o sistema precisa ser capaz de aplicar a assinatura eletrônica qualificada conforme os padrões criptográficos exigidos, gerando documentos que podem ser validados por farmácias e autoridades competentes.

3. Vinculação ao Prontuário Eletrônico

As prescrições devem estar vinculadas ao histórico clínico completo e ao sistema de prontuário eletrônico do paciente. Essa integração é fundamental para a rastreabilidade, auditoria e para reduzir erros, pois o sistema dispõe de informações relevantes (alergias, medicamentos em uso) no momento da prescrição.

4. Segurança e LGPD

O sistema deve garantir total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso inclui armazenar os dados dos pacientes com segurança, criptografia adequada e controles de acesso rigorosos.

Sistemas gratuitos disponíveis na internet raramente atendem a todos esses requisitos de certificação e segurança. Utilizar essas ferramentas pode expor o médico a riscos jurídicos significativos e comprometer a segurança dos dados dos pacientes.

O ProDoctor atende integralmente a todas essas exigências: é cadastrado no CRM-MG, assina digitalmente no padrão ICP-Brasil, mantém as prescrições unificadas ao prontuário eletrônico e garante total alinhamento à LGPD.

Como fazer uma receita para um paciente usando ferramentas digitais?

Emitir uma receita médica digital corretamente exige seguir um processo estruturado que garanta validade legal e segurança para médico e paciente. Vamos ao passo a passo completo de como fazer receita médica digital usando ferramentas adequadas:

1. Fundamente a prescrição no prontuário

Realize a anamnese e registre todas as informações relevantes no prontuário eletrônico (queixas, exame físico, diagnóstico e justificativa para a prescrição). 

Essa documentação não apenas fundamenta sua decisão clínica, mas também protege você em caso de questionamentos futuros.

2. Acesse o módulo de Prescrição

Acesse o módulo de prescrição do seu sistema médico. Selecione o paciente correto, verificando nome completo e data de nascimento. No ProDoctor, o sistema preenche automaticamente os dados do paciente, reduzindo riscos de digitação incorreta.

3. Preencha e revise detalhadamente

Preencha de forma completa todos os campos obrigatórios (nome do medicamento, posologia detalhada, quantidade a ser dispensada, etc.). Revise cuidadosamente. 

Na Prescrição do ProDoctor, é possível utilizar a base de dados do ProDoctor Medicamentos, integrada do sistema, para buscar o fármaco correto. O sistema aprende e memoriza o padrão de prescrição do médico e sugere posologias com base na literatura médica, que podem ser personalizadas.

4. Assine digitalmente no padrão ICP-Brasil

Com a prescrição revisada, o sistema deve aplicar a assinatura. O ProDoctor gera e imprime, de forma rápida e fácil, atestados, receitas e prescrições, com geração de QR Code assinados digitalmente no padrão ICP-Brasil, para terem validade legal.

5. Envie e armazene

Entregue o documento ao paciente. Você pode gerar um PDF assinado digitalmente e enviar por e-mail, disponibilizar em aplicativo próprio da clínica ou, em plataformas mais completas, enviar de forma segura pelo WhatsApp com criptografia.

Certifique-se de que uma cópia permaneça armazenada no prontuário eletrônico do paciente, conforme a exigência legal de manutenção desses registros por no mínimo 20 anos.

Quais são os benefícios da receita médica digital para médicos e pacientes?

A adoção da receita médica digital traz vantagens concretas que impactam positivamente a rotina clínica, a gestão do consultório e a experiência do paciente. Compreender esses benefícios ajuda a justificar o investimento em tecnologia adequada.

Benefícios para o médico

  • Redução de erros e risco jurídico: eliminação da letra ilegível e a redução significativa de erros de interpretação pela farmácia, diminuindo o risco de denúncias ou complicações jurídicas.
  • Suporte à decisão clínica: integração com bases de dados de medicamentos que oferecem suporte em tempo real sobre posologias, apresentações, contraindicações e interações medicamentosas.
  • Agilidade e eficiência operacional: prescrição direta no sistema, sem a necessidade de reescrever dados do paciente, procurar carimbos ou preencher múltiplas vias. Essa economia de tempo pode aumentar a capacidade de atendimento.
  • Rastreabilidade e auditoria: funcionalidades de gestão que permitem consultar todas as receitas emitidas, identificar padrões de prescrição e gerar relatórios para auditorias, garantindo conformidade com protocolos.
  • Sustentabilidade e economia: redução do consumo de papel e economia direta com impressos personalizados e blocos de receituário, alinhando a clínica a práticas ambientalmente responsáveis.

Benefícios para o paciente

  • Conveniência e acessibilidade: receitas acessíveis de qualquer lugar (celular, e-mail), eliminando o risco de perder o papel e permitindo ir diretamente à farmácia.
  • Segurança reforçada: a assinatura digital com QR code dificulta falsificações e adulterações, protegendo contra o uso indevido de prescrições.
  • Melhor comunicação: sistemas eficientes permitem incluir orientações detalhadas e personalizadas sobre o uso dos medicamentos diretamente na prescrição digital, melhorando a adesão ao tratamento.

Conheça mais vantagens da prescrição eletrônica neste artigo.

Quais são as regras da Anvisa e CFM para receita médica digital?

O CFM e a Anvisa estabelecem normas complementares que abrangem diferentes aspectos da prescrição eletrônica. Compreendê-las é fundamental para emitir receitas digitais em total conformidade legal. 

Aqui, em nosso blog, temos um artigo completo sobre a legislação que rege a Prescrição no Brasil e te convidamos a ler.

Regras do Conselho Federal de Medicina (CFM)

A principal norma do CFM é a Resolução CFM n.º 2.299/2021, que regulamenta a emissão de documentos médicos eletrônicos. 

Essa resolução estabelece que toda prescrição digital deve utilizar assinatura eletrônica qualificada no padrão ICP-Brasil, garantindo autenticidade e integridade do documento.

A resolução também define que o sistema utilizado para gerar documentos eletrônicos deve ser cadastrado no CRM da jurisdição do médico. 

Esse cadastro não é mera formalidade, ele representa uma avaliação técnica que verifica se a plataforma atende requisitos mínimos de segurança, privacidade e funcionalidade. Médicos que utilizam sistemas não cadastrados podem sofrer sanções éticas e ter a validade de suas prescrições questionada.

Quanto ao conteúdo obrigatório, o CFM exige que a receita digital contenha as mesmas informações de uma prescrição tradicional (identificação completa do paciente; descrição detalhada da medicação prescrita; data de emissão; identificação completa do médico prescritor incluindo nome; CRM e UF; endereço do estabelecimento de saúde e assinatura digital certificada). A ausência de qualquer desses elementos pode invalidar o documento.

Regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Do lado da Anvisa, as regras focam especialmente em medicamentos controlados. Até recentemente, a prescrição desses medicamentos exigia receituário especial impresso. 

Porém, em 2025, a Anvisa aprovou resolução que expande significativamente o uso de receita digital, permitindo formato eletrônico para substâncias controladas via integração ao Sistema Nacional de Controle de Receitas (SNCR).

Essa mudança elimina a necessidade de vias físicas coloridas que precisavam ser retidas pelas farmácias. Com a implementação completa do SNCR, prevista para junho de 2026 após publicação da resolução no Diário Oficial da União, o controle será feito digitalmente em tempo real, oferecendo mais segurança e rastreabilidade sem perder a praticidade.

Para prescrições de medicamentos comuns (não controlados), já não há restrições ao formato digital desde que atendidas as exigências do CFM. As farmácias podem aceitar essas receitas em formato eletrônico, validando a autenticidade através da assinatura digital e do QR Code incorporado ao documento.

Conhecer também os tipos de receitas médicas e suas especificidades é importante. Receitas simples, especiais (para medicamentos controlados), de controle especial e antimicrobianos possuem regulamentações particulares que precisam ser observadas mesmo no formato digital.

Um aspecto frequentemente questionado é sobre o carimbo na prescrição médica. Na prescrição digital, o carimbo tradicional é substituído pela assinatura eletrônica qualificada, que cumpre a mesma função de identificação inequívoca do prescritor, mas com segurança jurídica superior. 

|Saiba mais: Carimbo na prescrição médica: é obrigatório ou não?

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

A LGPD também se aplica integralmente às prescrições médicas digitais. Os sistemas devem garantir que dados sensíveis dos pacientes sejam protegidos com criptografia, que há controles de acesso adequados e que as informações não são compartilhadas sem consentimento expresso. Violações da LGPD podem resultar em multas significativas e responsabilização civil e criminal.

Quais cuidados de segurança devem ser adotados ao emitir receita digital?

A segurança na emissão de receitas digitais vai além do cumprimento formal da legislação. Práticas adequadas protegem você, seu paciente e sua reputação profissional contra riscos técnicos, jurídicos e éticos.

Veja as boas práticas:

  • Utilize softwares com criptografia e backup automático;
  • Armazene a receita no prontuário eletrônico por no mínimo 20 anos;
  • Nunca compartilhe a senha do seu certificado ICP-Brasil com terceiros;
  • Esteja atento a tentativas de phishing ou engenharia social para obter suas credenciais.
  • Verifique sempre a validade da assinatura com ferramentas como o validador do ITI;
  • Prefira enviar a receita por aplicativos com proteção de dados (WhatsApp Business integrado ao sistema, por exemplo).
  • Verifique se o seu software médico possui políticas claras de backup e recuperação para garantir que as prescrições não serão perdidas.
  • Valide a identidade do paciente (nome completo, data de nascimento, etc.) antes de finalizar qualquer prescrição, especialmente em atendimentos remotos.

Conheça também nosso artigo sobre envio seguro de prescrições via WhatsApp.

Quais são os próximos passos para médicos que desejam adotar a receita digital?

A transição para a receita médica digital é mais acessível do que parece e pode ser feita com segurança, eficiência e respaldo legal, especialmente quando se conta com a solução certa.

Confira o passo a passo completo para médicos e clínicas que desejam adotar a prescrição eletrônica em seus atendimentos:

1. Avalie sua estrutura atual

Você já possui prontuário eletrônico? Seu sistema atual tem capacidade para emissão de prescrições digitais ou será necessário migrar para uma nova plataforma? Essa avaliação inicial orienta decisões de investimento e define o escopo da mudança.

2. Solicite seu certificado digital ICP-Brasil

Existem dois tipos: o Certificado A3, ideal para quem deseja mobilidade e segurança, com validade de até 3 anos; e o Certificado em nuvem, oferecido gratuitamente pelo CFM para médicos adimplentes.

3. Escolha um sistema médico seguro e em conformidade com as normas

Soluções genéricas ou improvisadas (como editores de texto simples) não oferecem o respaldo técnico nem a segurança exigida. Considere não apenas o módulo de prescrição, mas a solução completa: agenda médica, prontuário eletrônico, gestão financeira, faturamento e relatórios gerenciais. 

Verifique também se a plataforma está cadastrada no CRM da sua jurisdição. Sistemas integrados, como o ProDoctor Cloud +Clínica e ProDoctor Cloud +Corp, oferecem essas funcionalidades em uma única plataforma, simplificando a operação e reduzindo custos com múltiplas ferramentas.

4. Implemente a mudança de forma gradual, se possível

Comece com receitas simples antes de migrar para prescrições mais complexas ou de medicamentos controlados. Esse período de transição permite que você e sua equipe ganhem familiaridade com o sistema antes de lidar com situações que exigem maior atenção.

Além disso, esse tempo é fundamental para estabelecer protocolos internos de segurança e privacidade. Assim, documente procedimentos para gestão de senhas, controle de acesso, backup de dados e resposta a incidentes.

5. Mantenha-se atualizado sobre mudanças na legislação

A regulamentação sobre prescrição digital está em evolução constante, com novas resoluções e normas sendo publicadas regularmente. Assine newsletters especializadas, acompanhe comunicados do CFM e da Anvisa e participe de eventos da sua especialidade onde essas atualizações são discutidas.

Como o sistema da ProDoctor facilita a emissão da receita médica digital?

Adotar a receita médica digital exige mais do que cumprir exigências legais: é necessário garantir segurança, precisão, fluidez na rotina e respaldo técnico confiável. E é justamente aí que o sistema da ProDoctor se destaca como uma das soluções mais completas e confiáveis do mercado brasileiro.

Com mais de 30 anos de atuação em tecnologia para a saúde, a ProDoctor desenvolveu uma plataforma pensada para entregar excelência clínica, conectando o médico à prática digital com agilidade, ética e inteligência. 

A prescrição eletrônica do ProDoctor é nativa, está integrada ao prontuário eletrônico e atende integralmente à Resolução CFM n.º 2.299/2021, sendo totalmente compatível com a LGPD. Vamos entender em detalhes por que a ProDoctor é a escolha ideal para prescrever com segurança e validade jurídica?

Prescrição assinada digitalmente no padrão ICP-Brasil e com QR Code 

A ProDoctor garante que todas as receitas digitais emitidas no sistema sejam assinadas digitalmente no padrão ICP-Brasil, com a geração automática de QR Code para validação por farmácias e pacientes.

Esse padrão é o único reconhecido pela legislação brasileira para a emissão de receitas com validade jurídica, incluindo prescrições de medicamentos controlados, antibióticos e psicotrópicos. O QR Code facilita a conferência por parte das farmácias, reduzindo recusas e garantindo segurança em todas as etapas.

Integração nativa ao prontuário eletrônico do paciente (PEP)

Diferente de sistemas que exigem soluções paralelas para emissão de receitas, a prescrição eletrônica da ProDoctor é totalmente integrada ao prontuário eletrônico, sem necessidade de sair da tela ou utilizar outras plataformas.

Isso significa:

  • Maior fluidez no atendimento;
  • Redução de erros por troca de informações;
  • Centralização do histórico clínico, com acesso imediato às prescrições anteriores;
  • Armazenamento seguro e organizado por até 20 anos, garantindo rastreabilidade e conformidade legal.

A melhor base de medicamentos do mercado

A prescrição digital no ProDoctor utiliza a base ProDoctor Medicamentos, considerada uma das mais completas e atualizadas do Brasil. São mais de 10 mil bulas revisadas por equipe técnica, permitindo que o médico prescreva com confiança, utilizando filtros por:

  • Nome comercial;
  • Princípio ativo;
  • Laboratório.

Além disso, o sistema está em constante atualização, garantindo conformidade com as últimas orientações da Anvisa e boas práticas farmacológicas.

Prescrição inteligente: o sistema aprende com você

A tecnologia da ProDoctor vai além da digitalização. O sistema reconhece o padrão de prescrição de cada profissional e aprende com o tempo, tornando o processo cada vez mais rápido e personalizado.

Isso permite que o médico:

  • Receba sugestões automáticas de posologia;
  • Adapte rapidamente as recomendações ao perfil do paciente;
  • Ganhe tempo, sem perder o controle clínico sobre a prescrição.

Essa inteligência está alinhada com os princípios da medicina personalizada e contribui para a melhoria da adesão terapêutica por parte dos pacientes.

Envio seguro e prático por e-mail ou WhatsApp

Depois de emitida e assinada digitalmente, a receita pode ser enviada ao paciente por e-mail, WhatsApp ou SMS, mas sem colocar em risco a segurança e privacidade de seus dados.

Esse recurso permite mais agilidade no atendimento remoto e garante que a receita chegue com segurança e sem falhas ao paciente, inclusive em contextos de telemedicina ou atendimento híbrido.

Interface intuitiva e adaptada à rotina clínica

O sistema foi projetado para ser fácil de usar, mesmo para quem não tem familiaridade com tecnologia. A interface limpa, lógica e direta proporciona uma experiência de uso fluida, tanto em desktops quanto em dispositivos móveis.

  • O tempo de emissão da receita digital é reduzido ao mínimo;
  • O médico tem total controle e visualização do histórico do paciente;
  • A navegação é fluida, sem necessidade de suporte constante.

A experiência do usuário foi pensada com foco na produtividade médica e na eficiência do atendimento, dois pilares estratégicos na gestão de clínicas e consultórios.

Atualizações constantes e suporte técnico com excelência comprovada

A ProDoctor investe continuamente em inovação e melhoria da plataforma. Todas as atualizações são automáticas e seguem o que há de mais recente em normas regulatórias, segurança da informação e boas práticas clínicas.

Além disso, o suporte técnico da ProDoctor é reconhecido pelo alto padrão de excelência, com NPS 97, um dos maiores do setor de saúde digital no Brasil.

Transforme sua prática médica com tecnologia segura e eficiente

A prescrição eletrônica não é apenas uma conveniência tecnológica, é uma evolução necessária da prática médica. Como mostramos, saber como fazer receita médica digital corretamente envolve compreender exigências legais, adotar ferramentas certificadas e implementar processos seguros que protegem você e seus pacientes.

Para gestores de clínicas e consultórios, a decisão de largar o receituário de papel representa um investimento estratégico com retorno tangível: ganhos em eficiência operacional, redução de custos com papelaria e tranquilidade de saber que suas prescrições estão legíveis e validadas legalmente.

O caminho para essa transformação se torna simples com o parceiro tecnológico adequado. O ProDoctor é essa ferramenta estratégica, oferecendo a solução completa que une prescrição eletrônica ética e segura, prontuário e outros recursos avançados, além de garantir conformidade total com as normas do CFM, Anvisa e LGPD.

Não permita que processos burocráticos limitem o potencial da sua clínica. Invista em tecnologia que respeita sua prática, protege seus pacientes e impulsiona seus resultados.

Quer descobrir como a ProDoctor pode evoluir a gestão da sua clínica? Entre em contato com nossos consultores especializados e solicite uma demonstração do ProDoctor Cloud +Clínica ou ProDoctor Cloud +Corp hoje mesmo.

Compartilhe