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Cirurgias mais comuns na Medicina

cirurgias mais comuns

As cirurgias mais comuns, em termos cirurgia geral, são as realizadas para resolver problemas de hérnias, pedra na vesícula, hemorroidas e demais enfermidades. A área de atuação da Cirurgia Geral compreende Cirurgia Abdominal, Cirurgia Videolaparoscópica e Cirurgia do Trauma. Ela ocupa-se do estudo dos mecanismos fisiopatológicos, diagnóstico e tratamento de doenças passíveis de abordagem por procedimentos cirúrgicos.

Conforme a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Cirurgia Geral é uma especialidade médica, e não apenas um pré-requisito para outras especialidades. Dessa maneira, o cirurgião geral é o profissional devidamente habilitado e treinado para tratar das afecções cirúrgicas mais comuns, além de se dedicar à laparoscopía e a cirurgia do trauma.

Neste post para o Blog da ProDoctor Software, trazemos para você informações acerca das cirurgias mais comuns, inclusive sobre algumas especialidades e os números no Brasil. Confira nos itens a seguir:

  1. Cirurgias mais comuns na Cirurgia Geral
  2. No Brasil
  3. Mais comuns na Infância
  4. Cirurgias na Otorrinolaringologia
  5. Cirurgias no Aparelho Digestivo

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Cirurgias mais comuns na Cirurgia Geral

As doenças mais comuns de ocupação da cirurgia geral são as hérnias (inguinal, umbelical, epigástrica e hiatal, dentre outras. Além dessas, a Colelitíase, mais conhecida como “pedra na vesícula”, Colecistite, Hemorroidas,Doença diverticular dos cólons, Diverticulite aguda, Úlcera gástrica e Trauma.

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Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina que apenas 15% dos partos sejam feitos através de cesariana. Todavia, o Brasil contraria essas determinações. Em 2018, conforme revelou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram realizadas 425,9 mil cesarianas, apenas na saúde suplementar,

Outro procedimento de destaque realizado no País naquele ano foi a cirurgia bariátrica, com 49,5 mil cirurgias. De acordo com especialistas e estudiosos, esta frequência é muito maior do que seria necessário ou recomendado pelo Ministério da Saúde (MS). Embora o número seja substancialmente menor do que o total de cesáreas, os analistas ressaltam que o total de cirurgias bariátricas tem crescido.

Cinco anos antes, foram registradas 41,1 mil cirurgias bariátricas, o que representa um aumento de 20,4%. Em contrapartida, os números do Mapa Assistencial da ANS registram um decréscimo de 6% no total de cesáreas, com 453,2 mil partos.

Confira os dados do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar 2020.

No topo do ranking de cirurgias no Brasil estão algumas cirurgias plásticas, como por exemplo, a lipoaspiração, a abdominoplastia e a blefaroplastia, além de cirurgias na garganta realizadas pelo otorrinolaringologista.

Também existem outras no alto da pirâmide: Rinoplastia, Otoplastia, Conchas Nasais, Transplante Capilar, Aumento de Mama e Timpanoplastia.

Mais comuns na Infância

Em uma família, falar sobre a necessidade de uma criança passar por uma cirurgia significa apreensão, medo, aflição… Todavia, esses procedimentos durante a infância são mais comuns do que as pessoas pensam. A preocupação de pais e responsáveis é justificada pelos laços envolvidos e pela fragilidade de pessoas em tenra idade, surgindo logo na mente os riscos que poderão correr devido à sua fragilidade.

Contudo, as cirurgias na infância são necessárias, a fim de permitir o desenvolvimento correto e saudável das crianças. Além disso, têm como objetivo prevenir e evitar possíveis complicações na fase adulta. Nesse sentido, tais cirurgias são cercadas de todo cuidado, sendo consideradas seguras e com riscos mínimos para a criança.

Confira, a seguir, as cirurgias mais comuns nessa fase da vida:

  • Hérnia umbilical – É um tipo muito comum em crianças, principalmente até os 04 anos de idade. Trata-se de uma condição anormal que se caracteriza pelo surgimento de uma protuberância na região do umbigo, tendo em vista o não fechamento do orifício por onde entram os vasos umbilicais durante o desenvolvimento do bebê no útero materno.
  • O procedimento cirúrgico é feito com anestesia geral, com bloqueio anestésico local que dura mais algumas horas depois de a criança acordar, a fim de que não sinta dor..
  • Hérnia inguinal – Durante o desenvolvimento da criança, os testículos se formam junto aos rins e vão para o escroto, atravessando a parede abdominal. Entretanto, por vezes, o conduto peritônio-vaginal por onde transita não se fecha, ficando, então, livre para a passagem de conteúdo abdominal, dando origem à hérnia. Pais ou cuidadores da criança são os primeiros a observar uma protuberância aparente na virilha da criança, parecida com uma azeitona encoberta pela pele.
  • Frequentemente, surge e desaparece, sendo quase sempre indolor. Não pode ser solucionada com medicamentos e nem se cura espontaneamente, devendo ser realizada a cirurgia, com uma pequena incisão na região inguinal, para que seja fechado o caminho feito pelo testículo ou ligamento redondo.
  • Hidrocele – Surge em função de alterações no fechamento do conduto peritônio-vaginal, que permite o acúmulo do líquido da cavidade abdominal no escroto. O principal sintoma é o inchaço da bolsa testicular e, em alguns casos, o problema desaparece espontaneamente até o primeiro ano de vida.
  • Porém, caso se verifique aumento progressivo, ou alteração de volume durante o dia, a cirurgia é indicada para impedir o progresso do inchaço e permitir o correto desenvolvimento infantil. A cirurgia é realizada através de uma incisão na região inguinal. Ao mesmo tempo faz-se a correção da hidrocele e de hérnia.
  • Fimose – Este é um dos problemas mais comuns e que necessitam de intervenção cirúrgica na infância. Acontece em função da glande do pênis não ficar exposta. Até os cinco anos, a exposição ocorre naturalmente, todavia, alguns casos necessitam de operação, seja por motivo religioso, infecções de repetição da pele que recobre o pênis (prepúcio), malformações renais ou não exposição.
  • Criptorquidia – Acontece quando os testículos não descem para a bolsa testicular, ficando abdômen ou na parede abdominal (região inguinal) após o nascimento do bebê. Quando o testículo vai para um lugar fora do trajeto normal, é chamado de testículo ectópico e essa condição afeta cerca de 4% das crianças nascidas no tempo correto e até 45% dos bebês que nascem prematuramente.
  • Trata-se de um problema relativamente comum e recomenda-se que o bebê passe por um exame físico logo após o nascimento, com o objetivo de constatar se os testículos estão no local correto. Em caso de ser necessária, a cirurgia deve ser realizada os dois anos de idade, tanto por via tradicional quanto por via videolaparoscópica, conforme cada caso.
  • Hipospádia – Esta anormalidade que acomete os meninos e que se caracteriza por uma alteração na formação do canal da uretra, com uma abertura do orifício uretral em uma posição bem diferente da habitual. Normalmente, localiza-se na ponta da glande do pênis. Se acaso essa abertura for acometida, poderá ocorrer desde o períneo até a parte de baixo da glande, com a consequente curvatura do pênis e excesso de pele, dorsalmente. É uma das mais frequentes malformações do órgão genital masculino, com incidência de 3 a 5 casos para 1000 nascimentos, mas o problema não causa grandes complicações imediatas.
  • Contudo, deve ser corrigido, a fim de garantir que os meninos possam ter uma vida sexual normal no futuro, bem como não ter problemas durante a micção. A hipospádia pode ser facilmente detectada pelo médico no exame do físico realizado logo após o nascimento do bebê. O tratamento é cirúrgico e o ideal é que a operação de correção da hipospádia seja feito entre os seis e os 18 meses de vida do bebê. A cirurgia corrige a posição da uretra e a curvatura do pênis. Assim, o bebê poderá urinar normalmente.
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Cirurgias na Otorrinolaringologia

Os procedimentos cirúrgicos na Otorrinolaringologia justificam-se mediante os seguintes problemas apresentados pelos pacientes: perda de audição, dificuldade para respirar, doenças no ouvido e garganta. Nesse sentido, depois da consulta e do diagnóstico, o otorrino recomendará, ou não, a intervenção.

Porém, é importante destacar que, além de realizar a cirurgia para corrigir determinada enfermidade respiratória ou auditiva, os pacientes também poderão recorrer ao cirurgião/otorrino por questões estéticas.

A seguir, abordaremos as principais. Confira:

Timpanoplastia – Esta cirurgia é feita sob anestesia geral em crianças ou anestesia local em adultos, tendo como objetivo corrigir uma perfuração no tímpano. É feita através do conduto auditivo, com o auxílio de uma endoscopia de alta resolução.

Possíveis complicações: infecções, perfuração timpânica residual, zumbido, tonturas e hematomas..

Estapedectomia – Otosclerose – Trata-se de uma enfermidade que costuma causar um tipo específico de perda de audição, pois consiste em uma alteração do som na parte de fora até o órgão de audição: a cóclea. Quando essa cápsula sofre alterações no osso, a audição fica prejudicada e, quando o paciente apresenta graus mais elevados dessa condição, recomenda-se a cirurgia chamada como estapedotomia.

O osso que está fixo será retirado, colocando-se uma prótese para transmitir o som de forma mais eficiente e proporcionando ao paciente uma melhora em sua audição. É uma cirurgia delicada, passível de algumas possíveis complicações, como por exemplo, tonturas e piora da audição, caso aconteçam problemas durante o procedimento e deslocação da prótese.

Mastoidectomia – É uma infecção crônica que pode provocar a contaminação de um tipo de células chamadas mastoides, localizadas no ouvido interno. Nesse caso, é preciso fazer a cirurgia de mastoidectomia, com anestesia geral, para remover as células infectadas da orelha interna.

No procedimento, é feita uma incisão por trás do ouvido, a fim de que possa utilizar um micro motor para limpar toda a região e remover por completo a infecção que provocou a enfermidade. As complicações que podem resultar dessa inflamação são: descarga do ouvido, danificação dos nervos auditivos, paralisia facial e comprometimento do equilíbrio.

Adenóide – Também conhecida popularmente como carne esponjosa, aquela carne localizada atrás do nariz. Em pacientes com rinite, sua espessura é maior, com uma coloração diferente, podendo dificultar a respiração.

Rinoplastia – É mais conhecida como uma cirurgia plástica, que tem como objetivo melhorar a aparência do nariz. A rinoplastia também pode ser feita em casos de pacientes com dificuldade para respirar devido a algumas condições do nariz. O procedimento também pode ser feito um otorrinolaringologista com especialização em rinoplastia.

Otoplastia – Esta especialização tem foco as cirurgias plásticas no ouvido, como por exemplo, a correção dos espaçamentos das orelhas. Dessa maneira, o médico cirurgião faz uma pequena incisão nas orelhas para retirar uma determinada quantidade de cartilagem, diminuindo assim a distância entre as duas orelhas.

Amígdalas – As amígdalas estão localizadas entre os sistemas respiratório e o digestivo, sendo as responsáveis por produzir linfócitos, que são as células responsáveis pela defesa do nosso organismo. Desse modo, têm grande importância na alimentação, porque fazem a proteção do nosso sistema.

Alguns pacientes desenvolvem inflamação das amígdalas e, quando isso acontece de maneira crônica, é necessário fazer a cirurgia. Todavia, esta será realizada somente se nenhum outro tratamento conseguir conter a infecção.

Cirurgias no Aparelho Digestivo

Antes de mais nada, é preciso esclarecer a grande diferença entre estabelecer uma clara diferença entre o médico Gastroenterologista Clínico e o Cirurgião do Aparelho Digestivo, que é bastante desconhecida da maioria da população.

No primeiro caso, o médico trata essencialmente dos mesmos órgãos, entretanto, não realiza procedimentos cirúrgicos. No segundo, são realizados procedimentos cirúrgicos para patologias envolvendo esôfago, estômago, fígado, pâncreas, vesícula biliar, baço, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.

Dessa maneira, após o Gastroenterologista Clínico atender o paciente e constatar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, o recomendará para o Cirurgião do Aparelho Digestivo. As cirurgias mais comuns são as seguintes:

 Apendicectomia – Localizado na região inferior direita do abdômen, o apêndice é uma pequena bolsa de tecido intestinal semelhante ao formato de um dedo. Sua inflamação implica na extração do órgão, através da cirurgia de apendicectomia.

Ostomia – Seu objetivo é fazer a eliminação dos dejetos do organismo, através de uma técnica que faz a comunicação direta do intestino com o meio externo, com as fezes sendo expelidas diretamente por esse canal e coletadas em uma bolsa especial aderida na pele da parede abdominal. Esse procedimento pode ser permanente ou temporário.

Gastrectomia – O procedimento é realizado para fazer a retirada total ou parcial do estômago, sendo realizada em pacientes com tumores benignos e malignos no estômago, ou que tenham úlceras em estágio avançado ou obesidade, por exemplo. entre outros. Ainda que seja irreversível, o paciente pode levar uma vida normal, desde que observe todas as recomendações médicas.

Hemorroidectomia – É o procedimento cirúrgico destinado ao tratamento das hemorroidas (veias inflamadas e inchadas localizadas em parte do reto ou do ânus) apenas indicado quando o tratamento clínico já não produz resultados satisfatórios.

Hernioplastia – Tem como objetivo restituir a estrutura anatômica na parede abdominal. As hérnias abdominais aparecem ora por motivos congênitos, ou por conta das camadas das paredes do abdômen.

Colecistectomia – Trata-se da remoção da vesícula biliar. A principal indicação para se realizar o procedimento é a presença de pedras na vesícula. A cirurgia pode ser realizada eletivamente ou de urgência, conforme os casos em que uma das pedras causam a obstrução do pequeno canal que drena a vesícula.

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