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Carta do CEO

Um recado anual do CEO da ProDoctor, Jomar Nascimento. Uma reflexão acerca de tecnologia, empresa, produto, mercado e pessoas.

CEO da empresa ProDoctor

A próxima geração da tecnologia médica

Inteligência preditiva e mais eficiência com automações. Tudo isso traz mais responsabilidade e regulamentação.

A tecnologia na saúde está entrando em uma nova fase.

Durante décadas, os sistemas médicos tiveram um papel essencialmente operacional: registrar informações, organizar dados e apoiar a gestão de clínicas e consultórios. A digitalização foi um avanço fundamental e esse movimento é contínuo. Estive diretamente envolvido em todo esse crescimento, desde o início da ProDoctor, há 33 anos, quando o mercado era incipiente no país. Passamos por inúmeras fases, sempre puxando o mercado com novas tecnologias.

Os sistemas médicos continuam tendo um papel central na eficiência operacional e na gestão dos negócios. O que muda radicalmente é que com a adoção exponencial de inteligências artificiais, vamos começar a assistir a uma transformação mais profunda.

Recentemente, li uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Medicina Digital que dizia que, no último ano, 64% dos médicos brasileiros reportaram estar utilizando soluções de IA em suas práticas clínicas. Esse aumento no uso de IA reflete uma tendência crescente de digitalização na saúde, porém, até poucos meses, ainda não se sabia muito bem como usar a tecnologia de uma maneira rentável e responsável. O desejo de ter o que há de mais inovador era nítido, mas faltava entendimento em como gerar valor e até mesmo o que eram as IAs.

Chegamos agora no início de uma nova fase em que realmente vamos aplicar tecnologias avançadas que façam a diferença. E, para isso, é preciso discernir o verdadeiro valor da tecnologia das ações de marketing e tendências vazias.

Tecnologia em saúde não pode apenas impressionar, ela precisa ser confiável e trazer resultados.

Uma nova geração de tecnologia médica

Os softwares médicos deixam de ser apenas um sistema de registro e passam a se tornar uma plataforma capaz de organizar, interpretar e conectar informações médicas de forma mais inteligente.

Essa mudança representa mais do que uma evolução funcional. Ela redefine o papel do software dentro da prática médica e estabelece novas regras para um mercado até então não normatizado.

Responsabilidade, ética e novas regras

A normatização do uso da inteligência artificial (IA) na medicina está evoluindo rapidamente e, a partir de 2026, há várias diretrizes e regulamentações que impactam diretamente clínicas e consultórios médicos.

Com a transição da fase de conectividade - sistemas integrados, acesso remoto e mobilidade, os softwares médicos já atuam como infraestrutura digital da prática médica, conectando dados, automatizando rotinas e organizando informações clínicas de maneira cada vez mais inteligente.

Em março deste ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a resolução 2454/2026, que é um marco significativo na regulamentação do uso da inteligência artificial (IA) na prática médica no Brasil, pautada principalmente na ética e do uso de IA na medicina, visando proteger os direitos dos pacientes e garantir a qualidade do atendimento.

A ideia é facilitar a integração da tecnologia com a prática médica, assegurando que a IA seja utilizada como uma ferramenta de apoio e não como substituta do profissional de saúde.

Tudo isso envolve o compromisso de médicos se manterem atualizados sobre o uso de IA, para entender a aplicação de tecnologias disponíveis e suas implicações éticas.

Uma plataforma de inteligência médica

É dentro dessa evolução que estamos direcionando o futuro da ProDoctor. Este é um compromisso da empresa, mas também meu, pessoal.

Mais do que um sistema de gestão ou um prontuário eletrônico, nossa visão é construir uma plataforma de inteligência médica, capaz de integrar dados, automatizar processos e apoiar o médico na organização e compreensão das informações clínicas.

Nós vamos transformar o software médico em algo maior: uma infraestrutura tecnológica que trabalha continuamente em segundo plano para organizar informações, estruturar fluxos de trabalho e automatizar tarefas operacionais do dia a dia da clínica.

Essa transformação não acontece de forma abrupta e muito menos com uma série de inteligências que tem muito mais forma do que conteúdo. Essa é uma percepção comum, mas os médicos estão cada vez mais preocupados em entender a fundo como o uso de novas tecnologias realmente podem trazer valor aos seus negócios.

A inteligência artificial de verdade é construída gradualmente, camada por camada, combinando engenharia sólida, organização de dados e novas tecnologias de automação e inteligência computacional.

Tecnologia avançada exige engenharia sólida

Em um setor tão sensível quanto a saúde, inovação não pode ser construída sobre bases frágeis. Esse tem sido um erro comum em muitas empresas que querem entregar avanços de forma rápida, mas esquecem que inteligências avançadas exigem sofisticação tecnológica, com bases sólidas.

Antes de qualquer nova funcionalidade ou nova tecnologia, existe algo mais fundamental: engenharia confiável.

  • Sistemas estáveis.
  • Arquitetura bem planejada.
  • Infraestrutura segura.
  • Proteção de dados.

Esses elementos raramente aparecem nas discussões sobre inovação, mas são eles que tornam possível qualquer avanço tecnológico verdadeiro.

Ao longo de mais de três décadas, sempre acreditamos que a cada novo avanço, aprendemos a fazer mais rápido e melhor, porque temos experiência e base tecnológica robusta para isso.

Na medicina, tecnologia não é espetáculo, é responsabilidade

A IA não existe para substituir o julgamento clínico. Ela existe para ampliar a capacidade humana de compreender e utilizar informações clínicas de forma mais eficiente.

Hoje, muitas pessoas associam inteligência artificial na medicina principalmente à transcrição automática de consultas ou à geração de anotações clínicas para o prontuário. Essas aplicações são úteis e representam um primeiro passo importante.

Mas o potencial da inteligência artificial na saúde vai muito além disso.

Seu verdadeiro impacto está na capacidade de interpretar e conectar informações clínicas ao longo do tempo, ajudando médicos a enxergar padrões e relações que muitas vezes permanecem ocultos em meio ao volume crescente de dados gerados pela prática médica.

É nesse contexto que começa a surgir uma nova geração de plataformas médicas baseadas em inteligência clínica.

O verdadeiro avanço tecnológico na medicina não está em substituir o médico mas em ampliar sua capacidade de cuidar.

Na medicina, tecnologia não é espetáculo, é responsabilidade.

Jomar Fernandes Nascimento
CEO — ProDoctor Software

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