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OMS diante do CoronaVírus

OMS diante do Coronavírus

Neste post, abordaremos a atuação da OMS diante do Coronavírus ao longo de 2020. Somente no dia 11 de março ela classificou o Novo Coronavírus (Covid-19) como uma pandemia, em reconhecimento de que a mera estratégia de conter a proliferação da doença já não seria suficiente.

Esta classificação significou o reconhecimento de que uma transmissão recorrente estava ocorrendo em diferentes partes do mundo e de forma simultânea.

Desde 31 de dezembro, quando a China informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) que um vírus até então desconhecido estava se espalhando pelo país, ele já chegou a outros 77 países e a todos os continentes exceto a Antártida, infectando mais de 93 mil pessoas e levando 3,2 mil delas à morte.

Antes disso, a OMS havia declarado, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo Covid-19 (Sars-CoV-2) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da entidade, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional.

Neste post, a ProDoctor Software faz um histórico do polêmico relacionamento da OMS diante do Coronavírus. Confira os temas a seguir:

  • Falta de ação da OMS diante do Coronavírus
  • Hesitação da OMS diante do Coronavírus
  • Trump acusa e rompe com a OMS
  • Risco de uma pandemia
  • O que é uma pandemia
  • Ação da OMS diante do Coronavírus
  • Apoio da OPAS
  • Apoio da OEA
  • A OMS e as vacinas
  • Um longo caminho a seguir

No início

Em fevereiro de 2020, a agência com sede em Genebra (Suíça) mantinha seu posicionamento. Ou seja, reafirmando que a disseminação do vírus em grande escala somente acontecia em cidades da China. Da mesma forma, destacava que os casos registrados fora do país asiático ainda podiam ser contidos.

Dessa forma, justificava sua resistência a elevar o nível de alerta, uma vez que, em termos técnicos, não se caracterizava como pandemia.

Contudo, na primeira semana de março, a OMS fez sérias advertências sobre a ameaça de esgotamento da capacidade dos sistemas de Saúde para combater o surto. Assim, elevou o risco global para “muito elevado”.

Em seguida, iniciou os preparativos para uma nova fase de ações, a fim de fazer frente ao novo coronavírus. Ainda assim, começou a ser alvo de críticas por seu comportamento, em todo o planeta, tendo em vista os vacilos para agir de maneira mais imediata e contundente.

Hesitação

No auge da crise, a BBC News Brasil ouviu diversos especialistas e o pesquisador Eduardo Carmo, do Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde da Fiocruz em Brasília, por exemplo, foi direto no ponto. Para ele, “do ponto de vista técnico e epidemiológico, é claramente uma pandemia. A questão é a OMS reconhecer isso. A meu ver, está havendo uma hesitação e uma demora, mas ela vai ter que declarar que há uma pandemia instalada”.

Só para ilustrar: no dia 31 de dezembro, a China comunicou para a Organização Mundial da Saúde (OMS) que um vírus, até então desconhecido, se espalhava pelo país. O surto teve origem na cidade de Wuhan e a escalada do Sars-CoV-2, bem como sua velocidade, impressionou e disseminou pânico e medo.

Trump acusa e rompe com a OMS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o rompimento de relações com a Organização Mundial da Saúde. Conforme declarou, a OMS foi “pressionada” pela China para que desse ao mundo “direcionamentos errados” acerca do novo coronavírus, causador da Covid-19.

Ao mesmo tempo que pedia transparência à OMS, Trump revelou que a partir daquela decisão iria realocar financiamento antes destinado à OMS para outras iniciativas.

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Risco de uma pandemia

A atitude da OMS mudou a partir do momento em que se tornaram alarmantes os casos registrados não apenas na Itália, Irã e Coreia do Sul, mas também com sua disseminação para novas regiões.

Dessa forma, a OMS alertou que haveria um grande aumento nos dias subsequentes. Todavia, o diretor-geral da entidade, Tedros Ghebreyesus, manteve seu otimismo e afirmou que esta era a primeira pandemia que poderia ser contida.

Então, ele exortou a comunidade internacional para manter a calma e ser solidária diante do inimigo. Mesmo com o risco da pandemia, foi enfático ao dizer que a palavra “pandemia” deveria ser utilizada com “cuidado”, com a exata consciência do que isso poderia representar.

Por outro lado, ressaltou sua preocupação com a negligência de parte de vários governos no mundo, que não entendiam a grave dimensão da ameaça. Também advertiu que estes países não estavam “comunicando bem com suas populações”. Dentre eles, o Brasil.

Tedros acrescentou que uma das metas da OMS era conscientizar os governos a agir. Para ele, o clima reinante tinha um “nível alarmante de falta de ação” por parte de alguns governos. Por isso, a OMS manifestou sua preocupação com a falta de medidas para detectar casos e critérios para aceitar pacientes.

O que é uma pandemia

O termo é usado para descrever uma situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente. Entretanto, uma pandemia não se caracteriza pela gravidade da doença que ela causa. “O principal fator é o geográfico, quando todas as pessoas no mundo correm risco”, explica a infectologista Rosana Ritchmann, do Instituto Emílio Ribas, hospital público de São Paulo que é referência em Doenças Infectocontagiosas.

Além disso, os especialistas ressaltam que o surgimento de pandemias é mais provável com novos vírus. Com a ausência de defesas naturais contra eles, assim como de medicamentos e vacinas, conseguem infectar uma infinidade de pessoas e se espalhar desordenadamente.

Pelo menos desde 1580 o planeta tem sido vitimado por pandemias. Naquela época, um vírus do tipo influenza, que causa gripes, apareceu na Ásia e se disseminou para a África, Europa e América do Norte.

Em 2009, a disseminação do vírus influenza H1N1, causou a pandemia da gripe suína. Conforme os pesquisadores, possivelmente infectou milhões de pessoas, além de matar centenas de milhares.

Ação da OMS diante do Coronavírus

agradeciento aos profissionais de saude-min

No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia. Conforme explicou na ocasião, “90% dos casos estão registrados em apenas quatro países, 81 países não relataram nenhum caso e 57 países anunciaram dez casos, ou menos”.

Conforme manifestações da entidade, “a OMS tem trabalhado com autoridades chinesas e especialistas globais desde o dia em que foi informada, para aprender mais sobre o vírus, como ele afeta as pessoas que estão doentes, como podem ser tratadas e o que os países podem fazer para responder”.

Confira as ações anteriores em ordem cronológica. https://bit.ly/30r9byR

Apoio da OPAS

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem prestado apoio técnico aos países das Américas e recomendado manter o sistema de vigilância alerta, preparado para detectar, isolar e cuidar precocemente de pacientes infectados com o novo coronavírus.

Dessa maneira, desde janeiro, a entidade tem apoiado diariamente as ações do Ministério da Saúde do Brasil na resposta à COVID-19.

Antes do primeiro caso notificado da doença na América Latina, a OPAS organizou em fevereiro, junto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde do Brasil, um treinamento para capacitar especialistas da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

Apoio da OEA

A Organização dos Estados Americanos (OEA) elaborou o “Guia Prático de Respostas Inclusivas e com Enfoque de Direitos perante o COVID-19 nas Américas”. Conforme a entidade, o documento tem como objetivo “busca apoiar os Estados Membros da OEA em sua resposta à pandemia, oferecendo-lhes uma série de ferramentas para pensar em respostas que tenham em conta a situação particular de grupos em situação de vulnerabilidade”.

O guia no idioma espanhol se encontra aqui. Em seguida, foi publicada a versão em inglês.

A OMS e as vacinas

Nessa segunda-feira, 20 de julho, a OMS alertou que o mundo não precisa ficar aguardando uma vacina para conter a pandemia, uma vez que é possível salvar vidas agora. Conforme Tedros Ghebreyesus, é urgente os países apliquem a técnica do rastreamento dos contatos dos pacientes infectados pelo coronavírus.

Para o diretor-geral da entidade, “nenhum país conseguirá controlar sua epidemia se não souber onde está o vírus. O rastreamento de contatos é essencial para localizar e isolar casos, além de identificar e colocar em quarentena os seus contatos”.

Um longo caminho a seguir

Ao mesmo tempo, no Reino Unido, cientistas divulgaram que a vacina contra a Covid-19, da Universidade de Oxford, é segura e induziu resposta imune. A OMS parabenizou o trabalho dos pesquisadores. Porém, o diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, advertiu que existe ainda um longo caminho a ser percorrido até ser alcançada a vacina contra o coronavírus.

Confira, em tempo real, os números do Coronavírus em todo o mundo através do Portal da Johns Hopkins University & Medicine.

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