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Médicos sofrem com a “ Síndrome do Burn Out ”

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Não acontece apenas com os médicos, mas são estes, e principalmente os mais jovens, que estão na linha de frente dos casos conhecidos como vítimas da “Síndrome do Burn Out”. Além da área de saúde pública, a patologia atinge em maior número profissionais da segurança pública e da educação. A expressão deriva dos estudos realizados pelo psicólogo alemão Herbert J. Freudenberger (1926–1999).


Ele foi um dos primeiros autores a descrever os sintomas da exaustão profissional, realizando um estudo profundo sobre a questão até chegar a uma detalhada descrição sobre o “burn out”. “Burn Out: The High Cost of High Achievement. What it is and how to survive it”, seu primeiro livro sobre o tema, foi publicado em 1980 e é uma referência para o estudo deste fenômeno. Freudenberger constatou em si mesmo o mal, no início dos anos 1970.


Sem reducionismo


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É preciso um certo cuidado em se fazer uma abordagem reducionista desta psicopatologia, que não se trata, simplesmente, de um estresse profissional. Ser um workaholic, dedicando-se exageradamente às atividades, é uma das mais marcantes características da síndrome, mas não a única. Além de trabalhar sempre para ser o melhor e se destacar pelo alto grau de desempenho e eficiência, revela sua fragilidade ao condicionar sua autoestima ao reconhecimento e sucesso profissional, sofrendo com o não reconhecimento.


Na corrida para demonstrar dedicação e competência, ele mergulha em um processo que alia problemas psicológicos e emocionais a um desgaste físico que o leva à fadiga e à exaustão. Via de regra, o burn out resulta de um período de esforço excessivo realizado sem que se tenha vivido o espaço necessário para a devida recuperação das forças e da energia.


Sintomas físicos e psicológicos


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Apesar de ser difícil diferenciar a Síndrome de Burn Out de outros males, pois ela se manifesta de forma muito variada, seus principais sintomas físicos são: dores de cabeça, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, crises de asma, tonturas, tremores e problemas digestivos.


Na esfera psicológica, pode-se ter sensação de falta de ar, oscilações de humor, alterações do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo e baixa autoestima, dentre outros. Do ponto de vista comportamental, tem-se ausências no trabalho, agressividade, isolamento, perda do interesse pelo próprio trabalho e pelo relacionamento interpessoal.


Fases do Processo de Burn Out


(Conforme Freudenberger – Não ocorrem, necessariamente, em uma ordem cronológica)


1 – Compulsão para provar-se a si próprio (Ambição excessiva)


2 – Trabalhar duro


3 – Colocar em segundo plano necessidades pessoais


4 – Desconsiderar conflitos e necessidades


5 – Sem tempo para o que não se refere a trabalho


6 – Negação de problemas, inflexibilidade de pensamento e de comportamento


7 – Afastamento, falta de direção, cinismo.


8 – Mudanças de comportamento, reações psicológicas


9 – Despersonalização: perda do contato consigo e com as próprias necessidades


10 – Vazio interior, ansiedade, vícios


11 – Sentimentos de desvalorização e de falta de interesse


12 – Exaustão física que pode ser ameaça à vida


Emergência e tratamento


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A síndrome do esgotamento profissional propriamente dito corresponde ao colapso físico e mental, que pode culminar com o suicídio. Esse estágio é considerado de emergência, havendo necessidade de ajuda médica e psicológica imediata.


O tratamento básico seria uma mudança no estilo de vida, tendo como objetivo um modo mais moderado de viver, incluindo um olhar mais atento sobre a saúde, dormir e alimentar-se bem, praticar exercícios físicos regularmente e manter uma vida social ativa.


Já o ponto de vista terapêutico engloba a psicoterapia, auxiliada pela adoção de tranquilizantes, antidepressivos e exercícios de relaxamento, sempre que forem necessários. O apoio de um psicólogo e de um psiquiatra pode ajudar muito.


Leia também o nosso post: Como vai a SUA saúde, Doutor?




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