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Reforma Tributária: o que muda na Saúde?

Com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45) na Câmara dos Deputados, surge a questão: quais os impactos das mudanças sugeridas pela Reforma Tributária na Saúde

A votação foi considerada histórica, uma vez que a pauta é sugerida e debatida há cerca de três décadas, e foi encerrada na madrugada de 7 de julho de 2023.

A medida vai refletir nos serviços de Saúde e dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência, entre outros segmentos. 

Com ela, diversos bens e serviços da Saúde poderão ter reduções significativas na alíquota padrão. Confira outras consequências da Reforma Tributária na Saúde.

Vamos te ajudar a entender um pouco mais sobre isso.

Reforma Tributária na Saúde: isenção de impostos

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC nº 45/19 com regimes diferenciados em relação às regras gerais para alguns setores ou finalidades específicas, como o de Saúde.

O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) e outras entidades da área estabeleceram um contato direto com Brasília, no último ano.

O pedido era que o texto da Reforma Tributária tratasse o setor de produtos médico-hospitalares de forma diferenciada, com o intuito de evitar oneração do sistema de Saúde como um todo, o que diminuiria o acesso da população a tratamentos adequados.

E o pedido foi contemplado. O setor da Saúde tem comemorado que os Dispositivos Médicos e outros produtos voltados à Saúde terão 60% de redução na alíquota padrão de tributos, podendo chegar a 100%.

Outra conquista é que não haverá aumento de impostos para o setor da Saúde.

Dessa forma, hospitais, clínicas médicas e laboratórios de medicina diagnóstica privados continuarão com o mesmo patamar de impostos atuais, que hoje está na casa dos 10%.

Isenção de IVAs na Saúde

O texto-base da Reforma Tributária define também a possibilidade de isentar a cobrança dos IVAs sobre determinados bens e tributos. 

A definição será realizada por meio de lei complementar.

Durante o período de teste, os impostos terão a seguinte cobrança:

  • IVA federal terá alíquota de 0,9%
  • e o IVA estadual e municipal, de 0,1%

Poderão ficar isentos da cobrança do futuro IVA:

  • alguns medicamentos específicos, como os utilizados para o tratamento contra o câncer;
  • produtos de cuidados básicos à saúde menstrual;
  • dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência.

O que muda para os medicamentos?

Os medicamentos e dispositivos médicos terão alíquota reduzida em 50%, considerando como base a alíquota de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que será aplicada.

Como a alíquota de IVA será de 25%, o imposto sobre os remédios será de 12,5%. 

Mas alguns medicamentos especiais, como os para tratamento de câncer, terão alíquota zerada.

Regime especial

A proposta manteve regimes específicos de arrecadação para planos de assistência à saúde.

Esses regimes preveem tratamento diferenciado nas regras de creditamento (aproveitamento de créditos tributários) e na base de cálculo; e tributação com base na receita ou no faturamento (em vez do valor adicionado na cadeia).

Visão geral da proposta da Reforma Tributária

A Reforma Tributária tem como principal objetivo simplificar o sistema de impostos no Brasil, além de buscar redução de custos para as empresas.

Outra preocupação é a de que não haja imposto sobre imposto, chamada de incidência em cascata.

Na prática, o texto aprovado traz diversas mudanças na estrutura de cobranças de impostos no País, podendo influenciar da Saúde até a distribuição de dividendos.

Algumas das principais são:

  • Unificação de três impostos federais — IPI, PIS e Cofins, que se tornariam um só;
  • Unificação de um imposto estadual com um municipal, como o ICMS e o ISS, por exemplo.
  • Imposto zero para cesta básica, que ainda terão seus itens definidos por lei complementar;
  • Diminuição de impostos para setores específicos, como Saúde, educação, cultura, transporte e produtos do agronegócio.

Segundo a proposta da Reforma Tributária, o período de transição para unificar os tributos vai durar sete anos: de 2026 a 2032. A partir de 2033, os impostos atuais serão extintos. 

O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue para a votação do Senado Federal. 

Em seguida, retorna para nova votação e aprovação final na Câmara dos Deputados. Sendo aprovada, receberá a sanção presidencial.

A Reforma Tributária possui o potencial de gerar crescimento adicional da economia (PIB) superior a 12% em 15 anos.

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