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Telemedicina: agilidade e eficiência para salvar vidas

Atualizado em 08/03/2019

Telemedicina: agilidade e eficiência para salvar vidas

A busca permanente para melhorar a saúde das pessoas estreita e reforça os laços entre a Medicina e a Tecnologia. A Telemedicina tornou-se um termo recorrente, pois encontra-se na vanguarda dos notáveis avanços diários.


Com seu conjunto de tecnologias de telecomunicação e informação, ela aproxima médicos e especialistas para conferir suporte, treinamento e informação aos prestadores de serviços na área da saúde. Seu objetivo é impedir que a distância seja um empecilho no momento em que a agilidade e a eficiência forem mais necessárias para salvar um paciente.


O médico cardiologista José Aldair Morsch, proprietário da Telemedicina Morsch, explica que esta comunicação é eletrônica e utiliza equipamentos de telecomunicações interativas, com um computador, áudio e vídeo e periféricos, como o eletrocardiograma em tempo real, fornecendo laudos a distância. Segundo ele, “muitos estão usando o termo “Telemedicina” com definições muito diferentes”, sendo importante “entender que a definição correta diz respeito à ferramenta que está sendo usada”.


A Telemedicina – que também pode ser chamada de “Telessaúde”, “E-saúde” ou “cuidados de saúde virtual” – visa melhorar a saúde dos pacientes e da população em geral, permitindo interação bidirecional, comunicação interativa em tempo real entre paciente e médico ou profissionais em locais distantes, através do uso de computador e internet – ressalta.


Redução de custos


Na avaliação do cardiologista, “a Telemedicina tornou-se verdadeiramente uma indústria global”, apresentando grande evolução e com uma expectativa de crescimento em progressão geométrica.


Conforme um relatório da BCC Research, o mercado global de Telemedicina chegou a US$ 11,6 bilhões em 2011, com uma projeção de triplicar o valor para US$ 27,3 bilhões. Nos Estados Unidos, observa, “a passagem de novas leis de seguro de saúde provocou um foco maior sobre o uso da Telemedicina como uma ferramenta para reduzir os custos de saúde e agilizar o atendimento ao paciente.


Conforme o Dr. José Morsch, “as Tecnologias de Telemedicina podem ajudar os profissionais de saúde a atenderem ao aumento esperado da procura de cuidados médicos, sem causar atrasos desnecessários no tratamento ou exigindo cortes em outras áreas”.


Otimista, carrega consigo a certeza de que “a utilização de dispositivos de telecuidados, software e serviços”, pode proporcionar aos médicos a capacidade de diagnosticar e tratar enfermos com padrões de agilidade e eficiência em qualquer ponto do planeta.


Evolução da Telemedicina no Brasil


A Telemedicina começou a ser discutida pelo setor público e privado da saúde brasileira a partir da década de 1990 e a maioria dos casos projetos e debates estavam ligados a instituições de ensino. Contudo, o médico destaca que em 1985, em, Goiânia, registrou-se um serviço pioneiro, tendo em vista a contaminação de diversas pessoas pelo composto radioativo Césio-137.


Naquela ocasião, uma equipe médica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou a emissão de laudos médicos do acidente através de uma rede de comunicação entre o Núcleo de Informática Biomédica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e hospitais de Campinas, Brasília, Rio de Janeiro e Goiânia. Dessa forma, todos os especialistas puderam estudar efetivamente sobre o ocorrido e realizar diagnósticos das vítimas afetadas.


Os primeiros projetos de tele monitoramento cardíaco começaram a surgir em 1994 e várias instituições começaram a ofertar laudos elaborados por especialistas, enviados via fac-símile para outros serviços de saúde. A partir dos anos 2000 os exames passaram a ser enviados por correio eletrônico, permitindo a leitura e a discussão dos laudos, uma vez que a plataforma permitia o compartilhamento de informações com qualquer outro serviço médico do mundo.


Reconhecimento e inserção no SUS


Embora reconhecida pelo Ministério da Saúde em 2005, somente dois anos depois a instituição lançou o Programa Nacional de Telessaúde. O projeto teve como caráter promover uma ação nacional para melhorar a qualidade de atendimento e atenção primária do SUS. Todo o programa trabalhava integrado no ensino dos centros universitários e assistências médicas.


Em 2011, o Programa Telessaúde Brasil redefiniu os seus ideais e ampliou-se, apresentando novas normas para as ações de telessaúde no SUS e incluindo estabelecimentos que fazem teleconsultoria e telediagnóstico no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. E modificou o nome do programa para Telessaúde Brasil Redes, hoje estabelecido em todos os estados, com duas vertentes:


* Núcleo de Telessaúde Técnico-Científico – As instituições de ensino são responsáveis por formulações e gestões de telediagnósticos, teleconsultorias e segundas opiniões.


* Ponto Telessaúde – Os profissionais dos serviços de saúde solicitam o serviço de teleconsultoria e enviam exames para telediagnóstico.


O Ministério da Saúde enxergou os serviços de Telemedicina como uma alternativa para minimizar o cenário negativo da saúde no País, pois o método ameniza o contraste da infraestrutura da saúde nas regiões que possuem um déficit de atendimento médico.


Salto de qualidade


De 1989 para cá, a evolução foi grandiosa. Para o Dr. José Morsch, “ainda que centros como os Estados Unidos, Europa e alguns países dos chamados Tigres Asiáticos estejam em um estágio avançado com relação à Telemedicina, o Brasil vem investindo em pesquisa, através de iniciativas privadas e governamentais. Como a necessidade é a mãe das inovações, um país de dimensões continentais como o Brasil é o cenário ideal para o desenvolvimento desta disciplina”.


Tendência


As plataformas de telemedicina despontam como a principal tendência. Todavia, o especialista sublinha que esta “é uma tecnologia inovadora e que precisa ser sempre reavaliada em um terreno sensível como a Medicina, que lida com a vida humana. Ainda assim, enfatiza que “o potencial que as plataformas digitais têm de reduzir distâncias, otimizar o atendimento médico e reduzir custos faz com que sejam uma tendência irreversível”.


Para ele, “a Telemedicina está, sobretudo, na matriz dos programas de saúde pública, dada a capacidade que possui de encurtar distâncias e dar capilaridade à assistência médica. Pacientes do mundo inteiro hoje podem se consultar com seus médicos a milhares de quilômetros de distância. Não há mais barreiras geográficas capazes de deter esse processo”.


Relação médico-paciente


Além de ser uma oportunidade para que os agentes governamentais possam melhorar as políticas públicas de saúde e otimizar o serviço médico, a Telemedicina brevemente se tornará condição para a sobrevivência das iniciativas privadas de saúde. Mais que isso, Dr. José Morsch prevê que a própria relação entre médicos e pacientes e o exercício da atividade médica tendem a ser impactados positivamente: “Já há plataformas que integram médicos que trabalham da própria residência, tendência comum em outros mercados. Os próximos anos dirão muito sobre isso”.


Telemedicina Morsch


Telemedicina Morsch


A Telemedicina Morsch atua neste segmento desde 2005, no Rio Grande do Sul, a partir de pedidos de cidades vizinhas que não possuem especialistas.  Desde 2013, atende todo o território brasileiro. O proprietário da empresa, Dr. José Aldair Morsch, detalhou a motivação para implantar o programa de Telemedicina, após detectar a necessidade de preencher as lacunas de atendimentos:


* Uma porcentagem considerável de pessoas vive em áreas rurais com difícil acesso a cuidados médicos primários ou especializados;


* Os pacientes em áreas rurais têm acesso limitadíssimo a médicos especialistas, algo como 40 especialistas para cada 100 mil habitantes;


* Apenas 1 a cada 10 médicos praticam atividades em áreas rurais.


Laudos a distância


Em seu trabalho cotidiano, a plataforma de telemedicina da empresa fornece laudos à distância das mais variadas especialidades médicas, como cardiologia, neurologia, pneumologia, radiologia, terapia ocupacional e outras. O médico frisa que “a clínica oferece o sistema de aluguel de equipamentos em comodato – o que visa auxiliar as clínicas e os consultórios que estão em início de operação, e que dado este fato, traz economia para os iniciantes”.


Dessa forma, as instituições de saúde recebem os pacientes para a realização dos exames e em seguida os dados coletados são enviados para a plataforma da empresa. A Telemedicina Morsch realiza e disponibiliza uma interpretação eficaz e de alta qualidade, sob a assinatura de profissionais médicos especializados e credenciados nas sociedades correspondentes. O laudo médico a distância é disponibilizado para as clínicas em um tempo médio de 30 minutos.


Todos com assinatura digital, que garante origem e segurança na entrega dos resultados. Sendo assim, o paciente tem conhecimento sobre a sua condição no mesmo dia – ou melhor, em questão de meia hora – graças à plataforma de Telemedicina – acentua o Dr. Morsch.


Diferencial


A rapidez na entrega dos laudos, um dos grandes benefícios da Telemedicina, é um importante diferencial da Telemedicina Morsch. Conforme atesta o médico, “basta cerca de meia hora para que o paciente saiba qual é a próxima atitude a ser tomada em relação à sua condição de saúde: se terá que repetir o exame daqui a um determinado tempo, dar início a um tratamento ou medicação, visitar um especialista presencialmente sugerido no laudo disponibilizado e assim por diante”.


José Aldair Morsch explica que “o cliente, que normalmente é uma clínica ou hospital de atendimento 24 horas, consegue manter o atendimento com os exames em tempo integral, pois os especialistas que trabalham na plataforma da Telemedicina Morsch estão espalhados pelo mundo.


São médicos especialistas brasileiros que se mudaram para outros países e vivem da Telemedicina. Como o fuso horário é diferente, os médicos que moram na Austrália, que tem 12 horas de fuso diferente do nosso, conseguem laudar tomografias ou ressonâncias que são exames complexos normalmente. Aqui no Brasil é madrugada e recebem os laudos normalmente – acrescentou.


Ele também destaca outro diferencial: “Nós somos a única plataforma de Telemedicina que uniu todos os exames em um único lugar. Com isso, o cliente não precisa contratar um serviço de Telemedicina para cada tipo de exame. O cliente tem em sua área de trabalho todos os relatórios e uma única conta”.


Conclusão


Reconhecimento e inserção no SUS


De um lado, a Telemedicina desafia as formas convencionais do tradicional exercício da Medicina. Os avanços tecnológicos proporcionaram maior qualidade do trabalho e agilidade no trabalho da Saúde. Desde os equipamentos de última geração que passaram a ser utilizados até a cura de doenças antes impensadas.


Ainda que a relação médico-paciente possa ser vista, de outro lado, como impessoal e fria, sem o calor humano de um contato direto e o conforto de um olhar, aperto de mão ou abraço, fica a certeza de que um futuro inimaginável se descortina em benefício daqueles pacientes que necessitam, principalmente nos pontos mais remotos do planeta, do conhecimento médico.