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Jogos podem reduzir sintomas do déficit de atenção

Atualizado em 05/02/2019

Cada vez mais os video games passam a ser vistos além do caráter lúdico, deixando de ser meras peças de entretenimento, para serem também importantes ferramentas no auxílio do tratamento de pacientes. É neste sentido que a Rede de Pesquisadores Neuro Games está estudando e desenvolvendo jogos com o objetivo de tratar e ajudar a diminuir os sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).


Além de permitir o tratamento de um maior número de pessoas ao mesmo tempo, existe a facilidade de ser à distância, auxiliando psicólogos e pacientes. Outro fator importante é sua forma de tratamento, menos invasiva e considerada mais receptiva por crianças e jovens, os mais afetados pelo distúrbio.


Foram desenvolvidos cinco jogos para que três grupos fizessem avaliações em momentos diferentes. Após analisarem cada resposta, a Neuro Games chegou ao aplicativo mais bem visto por especialistas e pessoas sem o transtorno: o “Caçador de Dragões”, que apresenta uma estrutura aparentemente simples.


O aplicativo evidencia o objetivo maior em termos psicológicos: controlar os impulsos, não realizando o ataque no momento indevido, e resistir à forte ansiedade que o TDAH provoca.


Benefícios também para autistas – Unindo diferentes realidades


Diferentes realidades podem se unir através da tecnologia e o professor do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Alberto Raposo, está atento a isto. Ele coordena uma pesquisa junto a um grupo de estudantes de mestrado e doutorado, que desenvolve games para que crianças e jovens autistas, conhecidos por se fecharem em universos particulares, possam se fixar mais na realidade.


O objetivo é estimular sua capacidade de interação com outras pessoas e desenvolver a comunicação e outras habilidades, como fala e leitura. Embora a equipe venha aprimorando um jogo já desenvolvido, a meta é criar um aplicativo totalmente novo, a ser jogado em tablets e celulares.


O profissional que trabalha com crianças e jovens autistas disporá de várias opções de brincadeiras e a intenção do game é que o terapeuta, o professor ou os pais dos autistas escolham as opções mais adequadas às necessidades e às preferências de cada um.


Assim, se a meta for desenvolver ou avaliar o raciocínio lógico, poderá escolher um quebra-cabeças. Se quiser explorar a habilidade de sequenciamento, a opção pode recair em uma história que leve a criança a concluir com a escolha mais adequada.


Outro game, em fase de aprimoramento, utiliza uma mesa touchscreen e tem como meta principal estimular a capacidade de comunicação entre autistas. A sincronia e o sentido da colaboração são importantes para o desenvolvimento dos autistas. Segundo Alberto Raposo, “a prática pode contribuir para que eles desenvolvam mais a fala, as capacidades cognitivas e a interação social”.