Blog

Novo medicamento oferece mais chances de gravidez


SÃO PAULO – Os tratamentos de Reprodução Assistida (TRAs) vêm crescendo no país. Um desses procedimentos é a fertilização in vitro, que, segundo levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), passou de 13.527 atendimentos em 2011 para 33.790 em 2016, ou seja, um crescimento de 149,79%.


Com o avanço dos métodos de TRAs, várias pesquisas estão sendo desenvolvidas com relação nessa área. No início deste mês, durante evento na capital paulista, o Laboratório Ferring anunciou seu novo medicamento, o Rekovelle. O primeiro para tratamento de fertilidade, a oferecer às mulheres dosagem personalizada, proporcionando aos médicos um regime de posologia – que é a indicação da dose adequada de um medicamento – individualizada.


Sendo um medicamento inovador na área da medicina reprodutiva, o Rekovelle será usado para estimulação ovariana em mulheres submetidas a tratamento de reprodução assistida, como é o caso da fertilização in vitro ou injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).


A posologia individualizada usada no Rekovelle é baseada no nível do hormônio Anti-Mülleriano (AMH) e peso corporal da mulher. “Atualmente, a gente faz a reprodução humana padrão. Escolhemos doses comuns e damos para todos. Com este medicamento, pegamos informações específicas de cada paciente, como a idade da mulher, seu peso, e com essas informações poderemos recomendar dosagens mais específicas”, explicou o ginecologista e obstetra Eduardo Motta, que durante o Panorama UIT 2018 palestrou sobre a temática “Avanços em TRA. Para onde estamos caminhando?”.


O Rekovelle teve sua aprovação pela Anvisa, também foi aprovado em 34 países e já está disponível em 11 deles, ao redor do mundo. Os estudos, usando o medicamento, contaram com a participação de pacientes, inclusive brasileiros, em mais de 2 mil ciclos de estimulação controlada.


Os estudos apontaram 43% das mulheres tratadas com o Rekovelle que alcançaram a resposta ovariana desejada de 8-14 ovócitos (óvulos), em comparação com 38% das mulheres tratadas com a posologia convencional de alfafolitropina.


Reprodução humana no MA


Durante o evento, em São Paulo, promovido pela Ferring Pharmaceuticals, profissionais do ramo da medicina reprodutiva do Maranhão estiveram presentes. Entre elas Fúlvia Fechine, médica, presidente da Sociedade de Ginecologista e Obstetrícia do Maranhão e proprietária de uma clínica de reprodução humana, na capital maranhense.


Sobre o Rekovelle, a médica maranhense de sua importância no avanço dos tratamentos de reprodução assistida. “É muito interessante que, em São Luís, consigamos usar a mesma medicação, com o mesmo grau de eficácia, mesma possibilidade de gravidez, que um colega na Espanha, na França, enfim, no mundo todo está usando”, ressaltou.


Sobre os números da procura por TRAs, a médica Fúlvia Fechine ressaltou que há um crescimento em todo o país.


Especificamente em São Luís, ela frisou que a procura por tratamentos assistidos está aumentando, principalmente por três grupos: os casais inférteis – que são aqueles que não conseguem engravidar -, casais homo afetivos e os pacientes que têm algum tipo de câncer e querem preservar a fertilidade. “Por exemplo, uma mulher foi diagnosticada com câncer de mama. Para que ela preserve a fertilidade, vai a uma clínica especializada, e fazemos um estímulo, aspiramos os óvulos e os congelamos e ela pode dar continuidade ao tratamento contra o tumor”, explica Fúlvia Fechine.


Rekovelle no Maranhão


Ainda sobre São Luís, a médica informou que o Rekovelle será usado agregado a um exame muito utilizado na reprodução humana, que detecta a reserva ovariana de cada mulher.


Essa nova medicação está atrelada à dosagem do hormônio anti-Mülleriano, e isso nos dá uma precisão muito maior de qual é a dosagem do remédio que deve ser usada em cada paciente. Então, o Rekovelle está vindo para revolucionar e aumentar as chances, expectativas e taxas de gravidez”, ressaltou Fúlvia Fechine.


Fonte: O Estado do Maranhão




Compartilhe