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Como os farmacêuticos devem lidar com a automedicação


A automedicação é um problema muito comum no Brasil e, mesmo com várias campanhas sobre os riscos de se automedicar, ainda há muito o que fazer para conscientizar as pessoas sobre os perigos dessa prática. Este artigo alerta sobre como o farmacêutico deve agir diante da automedicação.


Para ilustrar e entender a dimensão do problema, foi criada uma campanha simulada que vale a pena conhecer. Acompanhe!


Campanha simulada de marketing sobre automedicação


A ação de marketing começou quando uma equipe do CFF (Conselho Federal de Farmácia) fingiu ser promotora de vendas de uma indústria farmacêutica.


A equipe distribuiu um suposto medicamento para as pessoas que passavam pelo local escolhido, mas as caixas continham somente cápsulas vazias e uma bula criada especialmente para alertar para os riscos da automedicação — ou seja, tomar remédios por conta própria ou por indicação de vizinhos e parentes.


Durante a campanha, muitas pessoas aceitaram o medicamento mesmo sem terem prescrição médica. Dentre elas, menos de 1% se lembrou de perguntar sobre uma possível contraindicação e efeitos colaterais, apenas 0,35% questionou sobre o fabricante e cerca de 15% perguntaram sobre a indicação. 85% das pessoas não perguntaram nada, apenas aceitaram o remédio.


A pesquisa também mostrou que aproximadamente 32% da população aumenta a dose de medicamentos por conta própria porque acreditam que isso potencializará a ação terapêutica. Essa prática não tem nenhum embasamento, além de ser muito perigosa para a saúde.


Riscos da automedicação


Usar medicamentos sem prescrição de médicos, dentistas e agora também de farmacêuticos pode resultar em muitos riscos para a saúde. Além dos perigosos efeitos colaterais e outras reações, o remédio pode mascarar sintomas e o correto diagnóstico da doença.


Como os farmacêuticos devem lidar com a automedicação


Desde 2013, os farmacêuticos podem orientar e prescrever medicamentos que não necessitem de prescrição médica. Portanto, cabe ao farmacêutico orientar sobre os medicamentos que o paciente está comprando, inclusive os com apresentação de prescrição médica no ato da compra.


Além disso, ele pode receitar ou indicar medicamentos que não necessitem de receita médica, como alguns medicamentos para dor, febre e diarreia leve, por exemplo.


Cabe lembrar que o farmacêutico é o único profissional dotado de amplos conhecimentos relacionados aos medicamentos em todos os aspectos. Por isso, ele oferece informação segura e qualificada às pessoas que o procuram nos estabelecimentos de saúde.


Entretanto, o farmacêutico pode ser punido (com advertência, suspensão do exercício profissional, pagamento de multa e até cassação do diploma) se vender, sem receita médica, os remédios que necessitem de prescrição de médicos e dentistas.


O serviço de atenção e assistência farmacêutica pode melhorar e muito a qualidade de vida da população, mas é preciso que tais serviços sejam feitos em conjunto com outros serviços de saúde e que o farmacêutico busque aperfeiçoamento profissional constante.


Fonte: Hipolabor




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