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Butantan acelera guerra contra zika vírus

Butantan acelera guerra contra zika vírus


Principal produtor de imunobiológicos do Brasil, o Instituto Butantan (São Paulo), firmou no final de junho uma parceria internacional para desenvolver uma vacina contra a zika com vírus inativado. Pelo acordo receberá um financiamento de US$ 3 milhões da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Governo dos Estados Unidos (HHS).


O repasse será feito por intermédio de um acordo entre a Barda e a Organização Mundial de Saúde (OMS) para a expansão da capacidade de pesquisa e produção de vacinas no Brasil. A expectativa é que a vacina esteja pronta para testes em humanos no primeiro semestre de 2017


Além do investimento em equipamentos e insumos para o desenvolvimento da vacina, está prevista uma cooperação técnica entre os especialistas em vacinas da autoridade americana e os pesquisadores brasileiros. A OMS destinará ainda doações de outros países e organizações privadas para expandir a capacidade de produção de vacinas do Butantan.


Soluções


O diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, explica que o desenvolvimento da vacina de vírus inativado contra zika já está em desenvolvimento há alguns meses. Segundo a Assessoria de Imprensa da instituição, seus pesquisadores já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório. Agora, ratos deverão receber os vírus inativados.


Outras três iniciativas de desenvolvimento de vacina contra zika estão em curso: uma vacina à base de DNA, outra com vírus inativado semelhante à vacina da dengue e uma híbrida que tem como base a vacina de sarampo. Com tudo isso, Kalil revela sua preocupação e urgência em chegar a resultados positivos o mais rápido possível: “A resposta tem que ser rápida ou o dano vai estar feito e deixará um legado terrível: as crianças com microcefalia”.


Situação real


Os cientistas procuram soluções através das pesquisas por exames mais confiáveis, assim como vacinas e métodos ultra eficazes para eliminar seu principal vetor, o mosquito Aedes aegypti. Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o vírus como emergência de saúde pública global, estando associado à microcefalia, uma malformação congênita.


O Brasil é o país onde está mais disseminado, com mais casos de infecção pelo vírus e de microcefalia associada à zika. Conforme dados do Ministério da Saúde, até o dia 7 de maio, são 138.108 casos prováveis de zika este ano, registrando uma morte causada pela doença em um adulto no Rio de Janeiro. No ano passado morreram três adultos. Desde o começo das investigações, em 22 de outubro, até 11 de junho, o Ministério da Saúde confirmou a existência de 1.616 casos de microcefalia, com 73 mortes de bebês.


Circulação mundial


Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde, 61 países e territórios têm transmissão continuada do vírus da zika. Além disso, outros 10 países tiveram relato de transmissão de zika de indivíduo para indivíduo, provavelmente por via sexual.


 




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