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Medicamentos sofrem reajustes

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Autorizado no mês passado, o reajuste no preço dos medicamentos, em vigor desde o final de março, é mais um ingrediente na grave crise econômica que o Brasil atravessa. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado na manhã de quarta-feira (08), em 2016 o aumento nos preços dos remédios foi de 10,52%, sendo que a autorização para o reajuste não poderia ultrapassar 12,50%.


Ainda assim, superou em muito a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a oficial do País. De janeiro até maio, a taxa foi de 4,05%. Dentre os produtos farmacêuticos, a liderança ficou dividida entre os psicotrópicos e os anorexígenos, com um acréscimo de 12,28%, seguidos de perto pelos gastro protetores, com 11,57%, e os anti-inflamatórios e antirreumáticos, com 11,12%. O menor reajuste foi registrado no índice dos antigripais, com 8,73%.


O limite de 12,50% baseou-se na inflação passada, além de outros fatores, como produtividade do setor, concorrência e custo dos insumos dos produtos. O anúncio governamental trouxe um ligeiro sobressalto, reforçando o clima de incerteza, uma vez que os preços dos produtos não haviam sido reajustados tanto desde 2003. Naquela época, a alta acumulada em todo o ano foi de 11,50%.


Mesmo com o susto provocado pelos números, a expectativa do IBGE é de que daqui para frente os preços fiquem estáveis, tendo em vista o retrospecto histórico indicando que os valores não alcançam o limite do reajuste. Além disso, as empresas da indústria de fármacos sempre acenam com algum desconto nos remédios.


Farmácia Popular


Os medicamentos para rinite alérgica e osteoporose, por exemplo, aumentaram em função da redução do subsídio, parte que era paga pelo Ministério da Saúde, justamente objetivando baratear esses remédios. No programa Farmácia Popular, é possível observar que o aumento foi significativo na compra do alendronato de sódio (para combater a osteoporose), reajustado em 34%. Para os asmáticos, o preço da budesonida foi de R$ 8,64 para R$ 13,34. Já no caso da Sinvastatina, para controle do colesterol, o aumento foi de 193%.


De outro lado, o Ministério da Saúde lembrou que os consumidores continuam recebendo gratuitamente medicamentos para pressão alta, diabetes e asma do programa Farmácia Popular. Para ter acesso ao benefício, basta apresentar a receita médica. Além disso, destacou que o Governo conseguiu garantir que outros produtos farmacêuticos tivessem os valores reduzidos, como fraldas geriátricas e anticoncepcionais.




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