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Dependência tecnológica desafia pais e médicos

Dependência tecnológica desafia pais e médicos


Em outro bloco do programa “Globo Repórter – Conectados”, foi abordado o tema "Dependência tecnológica", onde mostrou como o uso descontrolado da internet/jogos/smartphones, pode ocasionar sofrimento intenso e/ou prejuízo significativo em diversas áreas da vida. Com isso surgiram as doenças psicológicas nos tempos da internet.


A economista Regina Célia da Silva não teve medo de contar o drama familiar provocado pelo vício do filho em jogos eletrônicos. Pesquisas e investigações científicas já atentaram para o problema que tira o sono dos pais e coloca um ponto de interrogação na cabeça dos médicos. Uma realidade cruel detonada por uma paixão descontrolada, demonstrando claramente que o mundo virtual pode ser divertido, mas também um pesadelo.


O coordenador do Programa de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, Cristiano Nabuco, afirmou que um estudo recente constatou que “um jovem da geração digital vai gastar até os 18 anos, apenas navegando nos jogos, 20 mil horas”. Isto equivale a 833 dias jogando sem parar. Para o médico, “é muita vida não vivida”.


Veja abaixo, na íntegra, o vídeo “Jovens dependentes de tecnologia são desafio para pais e médicos" ou clique aqui:



Dependência tecnológica: Drama familiar


Dependência tecnológica: Drama familiar


Regina Célia, que passou pelo drama, não hesitou em relembrar sua história, algo que o filho não deseja sequer lembrar. A gente acha que a tecnologia não é igual às outras dependências, mas é. Ela é tão ruim quanto, disse, acrescentando que foi necessário deixar o emprego para trabalhar em casa, a fim de permanecer mais tempo perto do filho e poder mudar uma situação que caminhava para a total perda do controle.


Foram anos de luta. Ela passou a perceber que o filho não saía da Internet e, quando programava os passeios familiares, ele recusava, mesmo se o convite fosse para comer algo que ele gosta muito. Sua resposta era negativa, seguida de um pedido para que lhe trouxessem um delivery e da costumeira frase: “Eu não vou sair, porque estou terminando uma partida, não posso sair”. Regina exclama: “Era sempre o jogo!” Conforme relatou, desde pequeno seu filho demonstrava o gosto pelos jogos, passando horas diante do micro, presa fácil da sensação de ganhar. “Para ele, o jogo era o máximo, com a sensação de ganhar e estar bem. Porque ali ele não vai perder, se perder ele começa uma outra partida. E na vida não dá, destacou.


Na casa da economista, o drama começava logo cedo, assim que preparava o café da manhã e ia acordar o menino. “Hoje eu não vou para o colégio”, era a primeira resposta. Diante da interrogação da mãe, lá vinha a mesma resposta: “Não, eu não vou para o colégio, estou cansado”. As cenas foram se repetindo e assim começaram os atritos, com o pai chegando a quebrar o notebook, como se estivesse resolvendo o problema. Regina relembra as palavras do marido para o filho: “Tá, você não vai para o colégio, então a partir de hoje você não vai para o colégio, mas também não vai mais jogar. Nós vamos quebrar tudo”.


Dependência tecnológica: Busca de ajuda


Dependência tecnológica: Busca de ajuda


Entretanto, a solução é questionada por Cristiano Nabuco: “Para reverter esse processo, não basta você simplesmente tirar o computador da tomada, porque você vai criar mais revolta, mais indignação. Com o agravamento da crise familiar, Regina procurou o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, onde encontrou o apoio que buscava, principalmente ouvindo relatos de outros pais e de outras mães que passavam pelo mesmo problema, a dependência tecnológica dos filhos. Lá, descobriu que antes de tudo era preciso enfrentar a situação de uma forma mais serena, procurando cativar o filho e trazê-lo para uma convivência mais próxima.


Assim, comprou um livro de culinária, para que cozinhassem juntos. E o convocou para ajudá-la em algumas tarefas diárias, procurando fazer com que o menino se sentisse útil, além de despertar nele o interesse por outras coisas.


O psicólogo ressurge no vídeo com duas questões e alinhava seu pensamento: “O que nós vamos mostrar para eles? Ensinar para eles? Uma coisa que nós chamamos de tolerância à frustração. A vida real envolve você aprender a lidar com situações que não são agradáveis. Então vamos lidar com elas em vez de você fugir para a Internet como uma forma de resolver seus problemas”.


De seu lado, Regina reaparece mais aliviada, garantindo que seu filho, hoje, consegue dividir melhor o tempo entre a realidade e o mundo fantástico dos jogos. Contudo, também enfatiza que o que importa, na verdade, é o mundo real, o universo palpável. Com os pés no chão e uma ponta de desconfiança, talvez com o receio de uma possível recaída Conclui: “Você pensa que hoje, mesmo meu filho entrando na universidade, mesmo tirando boas notas, eu estou tranquila? Chegou na sexta-feira à noite ou no sábado, ele não saiu, eu já fico preocupada. Eu falo 'Você vai ficar jogando? Você não vai sair? Cadê sua namorada?' Porque a gente tem medo que isso volte”.




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