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Alertas marcam o Dia Mundial de Combate à Tuberculose

Atualizado em 24 de março de 2017


Alertas marcam o Dia Mundial de Combate à Tuberculose


Comemora-se hoje o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. A enfermidade tem cura e o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente o tratamento, mas é fundamental seu diagnóstico precoce.


A data foi criada em 1982 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da doença, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch.


A doença carrega consigo uma grande carga de preconceito em consequência da desinformação. Anualmente são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o planeta, levando mais de um milhão de pessoas a óbito.


Aplicativos para Médicos Pneumologistas


Aplicativos para Médicos Pneumologistas


1 - Prescrições Médicas em Pneumologia


O aplicativo Prescrições Médicas em Pneumologia tem como objetivo fornecer um guia rápido de prescrições de medicamentos, tratamentos e condutas mais usadas para cada tipo de enfermidade de forma didática e voltada para a prática diária.


Ele possibilita consultar de maneira ágil alguns medicamentos e tratamentos mais usados em cada doença, trazendo 14 Prescrições Médicas em Pneumologia: Asma (Pediatria), Asma Brônquica, Bronquite Crônica, Bronquite Crônica Aguda, Broncoespasmo Grave, Bronquiectasia, Crise Asmática, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, DPOC, Hipertensão Arterial Pulmonar, Pneumonia Bacteriana, Sarcoidose, Tosse e Tuberculose Pulmonar.


O aplicativo será sempre atualizado conforme as solicitações dos usuários. Funciona offline, sem que haja necessidade de se conectar com a internet.


Disponível para iOS e Android.


2 - Whitebook


Esta é uma ferramenta de auxílio para a tomada de decisão do médico moderno contendo mais de 2.500 tópicos e englobando diversas especialidades. Seu conteúdo é 100% offline. Em sua nova versão, o app conta com recursos exclusivos para usuários Premium, com assinatura no valor de R$20,00.


Elaborado por médicos, traz a marca da confiabilidade e o Guia de Prescrições Médicas conta com mais de 200 modelos de prescrições, incluindo, na Pneumologia: Asma, DPOC, Hemoptise, Pneumocistose e Tuberculose Pulmonar. Também funciona offline, não havendo necessidade de conexão com a internet.


Disponível para iOS e Android.


3 - Em desenvolvimento: Aplicativo para o acompanhamento do tratamento dos pacientes com tuberculose


A grande incidência de casos da enfermidade em Ribeirão Preto (SP) motivou a escolha da cidade para o teste piloto do sistema criado pelo professor Domingos Alves, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e por dois alunos sob sua orientação.


Desde março de 2013 os pesquisadores da Universidade de São Paulo utilizam aplicativo móvel para operar um sistema integrado e padronizado de registro para o acompanhamento do tratamento dos pacientes com tuberculose.


Segundo a professora Tereza Cristina Scatena Villa, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), o tratamento pode ter uma duração mínima de seis meses e a ingestão dos medicamentos precisa ser supervisionada e registrada diariamente por um profissional de saúde. O app auxilia o profissional ao facilitar seu acesso às informações de cadastro e de acompanhamento do paciente.


Com a tecnologia móvel, o profissional de saúde terá acesso a todas as informações para acompanhar o paciente, podendo atualizar os dados imediatamente. Já o paciente terá uma diminuição nos gastos com deslocamento ao serviço, podendo agendar consultas e receber informações durante a medicação supervisionada em sua residência.


A doença


Dia Mundial de Combate à Tuberculose


A doença, infecto-contagiosa, é causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). No geral, é causada por uma infecção por Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). Outras espécies de micobactérias também podem causar a enfermidade, como Mycobacterium bovis, africanum e microti.


Tuberculose: Estatísticas


Conforme o último relatório do Ministério da Saúde, divulgado em 2016, no Brasil, apesar do número de casos ter sido reduzido em cerca de 20% nos últimos 10 anos (passando de 38,7 casos/100 mil habitantes em 2006 para 30,9 casos/100 mil habitantes em 2015), ela é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais.


A cada ano, são notificados cerca de 70 mil casos novos, provocando 4,5 mil mortes. O País ocupa a 17ª posição entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos no mundo.


Tuberculose: Sinais e sintomas


Doença infectocontagiosa, a tuberculose afeta principalmente os pulmões. Entretanto, também pode acometer órgãos como ossos, rins e as meninges, membranas que envolvem o cérebro. As pessoas com AIDS, diabetes, insuficiência renal crônica, desnutridas, idosos doentes, alcoólatras, dependentes de drogas e fumantes são mais propensos a contrair o vírus. Conforme o Ministério da Saúde, os sinais e sintomas mais frequentes são:



  • Tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, podendo evoluir para tosse com pus ou sangue.

  • Cansaço excessivo e prostração.

  • Febre baixa geralmente no período da tarde.

  • Suor excessivo noturno.

  • Falta de apetite.

  • Emagrecimento acentuado.

  • Rouquidão.

  • Dor no peito.


Porém, alguns pacientes, podem não apresentar qualquer indício da doença, enquanto em outros podem ser percebidos alguns sintomas aparentemente simples, que não aparecem durante alguns meses. O mal pode ser confundido com uma gripe, por exemplo, e evoluir durante três a quatro meses sem que a pessoa infectada saiba, ao mesmo tempo em que transmite a doença para outras pessoas.


Tuberculose: Transmissão


A transmissão da tuberculose é direta, passando de pessoa a pessoa. Ao falar, espirrar ou tossir, o doente expele pequenas gotículas de saliva com o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo, provocando sua contaminação. Portanto, a aglomeração de pessoas é o principal fator para sua propagação.


Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da tuberculose.


Tuberculose: Prevenção e tratamento


A vacina BCG é obrigatória para menores de um ano, uma vez que protege as crianças contra as formas mais graves da enfermidade. As autoridades sanitárias advertem que a melhor forma de prevenir a transmissão da tuberculose é fazer o diagnóstico precoce, iniciando de imediato o tratamento adequado. Decorridos 15 dias do início do tratamento, a pessoa já não transmite mais o vírus. O tratamento deve ser feito por um período mínimo de seis meses, diariamente e sem nenhuma interrupção. Somente depois de o médico confirmar a cura total do paciente é que o tratamento será considerado terminado.


Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de Aids não devem receber a vacina.


A prevenção inclui evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, e não utilizar objetos de pessoas contaminadas.


Um século de tuberculose


No Rio de Janeiro, a exposição gratuita e itinerante “Imagens da Peste Branca” permanece no hall do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde (Nerj/MS) até o próximo dia 28 de março, às 10h, na Rua México, número 128, Centro, Rio de Janeiro. Seu objetivo é mostrar por meio de painéis informações sobre a tuberculose a partir do século 19, Neles estão registrados os primeiros passos da Liga Brasileira contra a Tuberculose, criada em 1900, a utilização do pneumotórax, a vacina BCG na década de 1920 e o Preventório Dona Amélia.


Além disso, a mostra enfoca a saúde pública como uma questão nacional e o início da responsabilidade do Estado frente à tuberculose. Traz ainda painéis que detalham os tratamentos quimioterápicos da época no Brasil, as criações artísticas e a doença na década de 1980. Essa exposição circula em diferentes unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outras instituições em diversas regiões do Brasil desde 1983.


 




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