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O que promete a Tecnologia para a Medicina em 2016 ?

O que promete a Tecnologia para a Medicina em 2016 ? 


Os inúmeros benefícios proporcionados pelos avanços tecnológicos prenunciam grandes conquistas na área da saúde. Doenças sérias, como câncer, Mal de Parkinson e Alzheimer, poderão ser diagnosticadas e combatidas de forma mais eficaz com a possibilidade de serem detectadas bem mais cedo. O clima de ficção científica, com robôs auxiliando em cirurgias, aproxima-se cada vez mais da realidade, enquanto pulseiras inteligentes auxiliam no tratamento de esquizofrênicos.


Um pâncreas artificial promete facilitar o controle do diabetes e já se planeja o primeiro transplante de cabeça. Pacientes quase cegos terão a possibilidade de ver novamente com óculos infravermelhos e um colírio surge como alternativa para dar fim à cirurgia de catarata. A impressão de remédios em 3D e de estruturas biológicas complexas deve avançar muito em 2016 e um coração criado com esta tecnologia está a caminho, assim como os cientistas estão próximos de criar um anticoncepcional masculino e de produzir veias artificiais. Um mundo de expectativa e de esperança se descortina. Resta aguardar pelo que virá.


1 - Pulseira inteligente para combater o câncer e o Mal de Parkinson


Uma pulseira inteligente poderá ser importante apoio para pacientes de doenças sérias como o câncer ou o Mal de Parkinson. A meta é modificar ou destruir agentes patogênicos encontrados no sangue utilizando uma fonte de energia externa, que poderia variar entre ultrassom ou frequências de rádio, sinais infravermelhos ou um campo magnético, tendo como alvos quaisquer substâncias ou objetos que, presentes no sangue, podem afetar a saúde do usuário. A patente do projeto foi recebida pela empresa Google em março e se apoia em vários métodos científicos já desenvolvidos.


2 - Robôs auxiliando em cirurgias


A Ethicon, empresa da família da Johnson & Johnson, em parceria com a Google, desenvolverá "robôs cirúrgicos que beneficiarão pacientes, médicos e sistemas de saúde". A intenção é criar uma "plataforma inovadora de cirurgia assistida por robôs", utilizando equipamentos tecnológicos de ponta, o que permite operações menos invasivas, mais precisas e com menor risco de deixar cicatrizes.


3 - Primeiro transplante de cabeça


O cirurgião italiano Sergio Canavero lidera uma equipe que planeja o primeiro "transplante de cabeça" da história. A cirurgia consiste em colocar a cabeça de uma pessoa em outro corpo, devendo durar 36 horas e exigindo uma equipe médica de mais de 150 pessoas. O paciente é o russo Valery Spiridonov, de 30 anos, portador da Doença de Werdnig-Hoffman, um tipo de atrofia muscular espinhal que resulta em enfraquecimento muscular para o qual ainda não existe nenhum tipo de tratamento conhecido.


4 - Teclado de computador que ajuda no diagnóstico do Mal de Parkinson


Pesquisadores do MIT, nos EUA, anunciaram ser possível identificar o estágio inicial do Mal de Parkinson, de difícil diagnóstico, usando teclados de computador. Durante o estudo, detectou-se que as pessoas com algum problema de coordenação tinham padrões de datilografia diferentes. Para identificar essa variação, desenvolveram um software para medir o tempo de duração de cada clique dado pelos participantes da pesquisa. Os que tinham deficiência motora pressionavam as teclas por mais tempo. O diagnóstico precoce poderia permitir aos médicos um melhor planejamento e estratégias no tratamento.


5 - Óculos com infravermelho que 'devolve visão' a pacientes quase cegos


Um projeto de implante de chip desenvolvido em 2012 por estudantes da Universidade de Stanford (EUA) promete devolver a visão a pacientes com degeneração de retina. O Prisma funciona em conjunto com um par de óculos, que se liga a uma câmera gravadora. Um pequeno processador integrado no sistema converte a luz do que é gravado em uma imagem infravermelha, invisível aos seres humanos. As cenas são transformadas em sinais visuais que estimulam as células do cérebro e “traduzem” as imagens. O Prisma utiliza o mesmo sinal de luz infravermelha para transmitir a imagem do mundo exterior e para alimentar o chip implantado.


6 - iPhone usado para coletar DNA de usuários


Após lançar uma plataforma para investigação médica, a Apple trabalha com acadêmicos para desenvolver aplicativos que permitem obter testes de DNA dos usuários de aplicativos que usam ResearchKit. A empresa não iria colher diretamente o DNA, mas tornar mais fácil para eles recolher genes e compartilhá-los com médicos, por exemplo, através do iPhone. Embora a empresa não comente a notícia, esses aplicativos de DNA poderão ser vistos mais cedo do que se pensa, pois a Apple já teria alinhado estudos baseados no Mount Sinai Hospital, nos Estados Unidos.


7 - Pulseira que detecta possíveis crises em pacientes esquizofrênicos


Pesquisadores do Kings College London, na Inglaterra, vão usar a pulseira inteligente Fitbit para identificar possíveis crises de esquizofrênicos. O dispositivo mede as atividades, calorias, peso e horas de sono do usuário e será utilizado para ajudar a identificar como os padrões de sono afetam estes pacientes. Durante o sono, a frequência cardíaca das pessoas cai e elas tendem a se mover menos, com os olhos permanecendo completamente imóveis. Contudo, os pacientes prestes a ter crises costumam apresentar sintomas diferentes. A pulseira poderá ser utilizada para enviar informações de doentes com sintomas que indicam a chegada de uma crise, a fim de que o tratamento seja realizado rapidamente.


8 - Pâncreas Artificial facilitando o Controle do Diabetes Tipo 1


Pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) desenvolveram um algoritmo que monitora os níveis de açúcar no sangue e calcula a dose de insulina necessária que é entregue de forma rápida e automática para o corpo. O algoritmo foi projetado para funcionar com dispositivos, medindo continuamente o açúcar no sangue e liberando insulina automaticamente, conforme necessário. Nos testes, a equipe conseguiu, com o pâncreas artificial, manter a faixa de glicose no sangue entre 80-140 mg / dL em 78% do tempo. O próximo passo será a realização de testes em animais para avaliar o desempenho do dispositivo.


9 - Cápsula que diagnostica sinais iniciais de câncer de esôfago


A professora Rebecca Fitzgerald e sua equipe, da Universidade de Cambridge (EUA), desenvolveram o Cytosponge, “uma cápsula com uma corda”, para raspar as células ao longo do esôfago, oferecendo uma amostra de até meio milhão de células para a detecção de células cancerosas. O Cytosponge tem o tamanho de um comprimido de multivitamina e embala uma esponja firmemente comprimida que, após ser engolida, chega ao estômago e se dissolve, enquanto a esponja expande-se. A expectativa é de que essa solução substitua endoscopias caras e invasivas de forma segura e mais precisa.


10 - Um colírio que pode dar fim à cirurgia de catarata


A equipe liderada pelo biólogo molecular Ling Zhao, na Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), descobriu que crianças com cataratas geneticamente herdadas tinham uma mutação que impedia a produção do lanosterol. Os investigadores descobriram que as famílias tinham mutações em um gene que produzia o esteroide. Isso os levou a supor que a molécula pode impedir a formação de proteínas que se aglomeram nos olhos e levam à catarata. As pesquisas identificaram o lanosterol como molécula-chave na prevenção da agregação de proteínas, apontando para uma nova estratégia na prevenção e no tratamento da catarata.


11 - Caneta que pode detectar sinais precoces de Parkinson e Alzheimer


Pesquisadores de Ciência da Computação do Massachusetts Institute of Technology (EUA) desenvolveram uma caneta digital que reconhece sinais precoces de doenças cerebrais como Parkinson e Alzheimer. O objeto trabalha em conjunto com um software e prevê com precisão o aparecimento das doenças baseado no que o usuário desenha e na forma de seus traços. A caneta esferográfica digital mede a posição perante o papel 80 vezes por segundo e usa uma câmera embutida para capturar e analisar informações como os movimentos e as hesitações das pessoas. Nos testes realizados, o novo método se mostrou mais preciso do que o utilizado por médicos normalmente, que se baseia apenas no desenho final, e não em todo o processo de elaboração.


12 - Espelho inteligente que pode detectar doenças


Um espelho inteligente, desenvolvido em uma parceria entre 11 instituições europeias de tecnologia, pode revelar ao usuário informações sobre sua saúde, detectando o consumo de álcool, o tabagismo, a prática de atividades físicas e o risco metabólico. Atrás do vidro há uma série de câmeras "multiespectrais" que analisam, por exemplo, a quantidade de luz absorvida pela pele e refletida de volta, fornecendo uma estimativa do fluxo sanguíneo. Outra câmera usa a luz ultravioleta para identificar produtos de glicação avançada, que indicam o risco de diabetes e outras doenças. Um bafômetro também integra o dispositivo para medir níveis de açúcar no sangue e detectar a presença de substâncias alcoólicas e de cigarros.


13 - Anticoncepcional masculino


Um estudo com sêmen de ratos na Universidade de Osaka (Japão) permitiu a descoberta da proteína responsável por fazer o espermatozoide penetrar no óvulo. A pesquisa indica um caminho para que os cientistas desenvolvam o primeiro anticoncepcional masculino. A calcineurina está presente em diversas outras funções do corpo humano e, ao usar técnicas de engenharia genética, o professor Masahito Ikawa criou camundongos que nasceram com deficiência dessa proteína no sêmen e as cobaias nasceram inférteis. Com os ratos selvagens, usando substâncias que inibem a ação da calcineurina, ele percebeu que os animais ficaram estéreis em duas semanas. Após a suspensão do tratamento, as cobaias recuperaram a fertilidade. Agora, a indústria farmacêutica pode trabalhar no desenvolvimento de medicamentos que suspendam a ação da calcineurina por um curto período de tempo.


14 - Veias artificiais


Pesquisadores da Universidade Queen Mary, em Londres (Inglaterra), estão perto de criar veias artificiais. Eles desenvolveram uma técnica que permite que proteínas e peptídeos passem por um processo de automontagem e criem formas tubulares que poderiam ser transformadas em artérias, veias e estruturas semelhantes. Não há nenhum tipo de impressão 3D ou moldes envolvidos e a única coisa que eles fazem é guiar a forma como o material é construído. Embora o processo de criação do tecido possa funcionar para criar vasos artificiais, os cientistas acreditam que ele pode ser utilizado para desenvolver outros tipos de tecidos. Poderiam utilizar essas veias para estudar doenças como o Alzheimer e ainda contribuir para a criação de implantes melhores.


15 - Pacientes monitorando seus glóbulos brancos, em casa, sem agulha e sem dor


Uma equipe de cientistas da  Universidade de Boston (EUA), da Universidade Politécnica de Madrid e do Spanish National Cancer Research Centre (Espanha) desenvolveu um novo dispositivo, usando tecnologia óptica, através da pele, e em tempo real, que pode simplesmente ser encostado na ponta do dedo para ajudar os médicos a prescreverem tratamentos mais personalizados e oportunos. A grande vantagem do Leukometer em comparação ao atual método de coleta de sangue é a rapidez da visualização do resultado. Com ele, os pacientes irão monitorar suas próprias contagens de glóbulos brancos, em casa, ou em qualquer lugar. Se houver uma queda nos níveis dos glóbulos brancos, e a contagem puder ser feita logo no início, os médicos poderão prescrever mais rapidamente a medicação para restabelecer os níveis seguros e permitir que o corpo combata melhor as infecções.


16 - Coração impresso em 3D


Cientistas da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh (EUA), estão criando uma tecnologia de ponta para imprimir em 3D estruturas biológicas complexas. Eles captaram imagens de ressonância magnética de artérias coronárias e imagens tridimensionais de corações embrionários e na sequência bioimprimiram em 3D materiais muito “macios e moles” com uma resolução e qualidade inimagináveis. A nova técnica, chamada Fresh, consiste em um método de imprimir esses materiais “macios e moles” dentro de um gel que serve como suporte. Após a impressão, o gel pode ser facilmente derretido e removido por aquecimento na temperatura corporal, a qual não danifica as biomoléculas delicadas ou células vivas que foram bioimpressas. Agora, os cientistas trabalham para incorporar células cardíacas vivas nessa matriz de gel, proporcionando um andaime para ajudar a formar o músculo contrátil.




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