Blog

CFM recua e flexibiliza proibições sobre comportamento médico nas redes sociais

CFM recua e flexibiliza proibições a publicidades médicas nas redes sociais


Até amanhã o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicará no Diário Oficial da União uma alteração no texto da Resolução 2.126/2015, que define o comportamento adequado dos médicos nas redes sociais. A modificação foi motivada pela reação crítica dos médicos, que agora poderão divulgar endereço e telefone do consultório no Facebook, Instagram e outros perfis pessoais na Internet. Um dos relatores do dispositivo e 3º vice-presidente do órgão, o conselheiro Emmanuel Fortes Cavalcante admitiu que o texto anunciado no dia 28 de setembro deu margem a interpretações equivocadas, gerando desconforto e posicionamentos negativos na comunidade médica.


Contudo, as selfies durante as cirurgias permanecem sob proibição e foram exatamente as postagens de fotografias durante os procedimentos e após partos, mostrando os pacientes inclusive em situações constrangedoras, que motivaram a mudança anunciada anteriormente. Na ocasião, o CFM destacou seu objetivo principal de “fixar parâmetros para evitar o apelo ao sensacionalismo ou à autopromoção”. Imagens de "antes e depois", utilizadas principalmente pelos médicos da área de estética, continuam proibidas, enquanto as selfies somente serão liberadas desde que não sejam feitas no momento da realização do ato médico. Se o paciente decidir pela divulgação, os médicos têm liberdade para concordar ou não. De qualquer forma, o Conselho recomenda que não seja dada permissão, a fim de "evitar exposições".


Em nosso Blog publicamos, no dia 28 de setembro, a decisão do Conselho Federal de impor limites na autopromoção de médicos. A Resolução veta o uso de aplicativos de bate-papo para “consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação de massa ou a distância". Qualquer dúvida, intercorrência ou emergência, os profissionais podem repassar aos médicos utilizando WhatsApp ou Facebook. Todavia, as consultas e prescrições de medicamentos devem ser obrigatoriamente presenciais.




Compartilhe