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Avanços tecnológicos na Medicina consolidados em 2015

Avanços tecnológico Medicina 2015


O ritmo das inovações tecnológicas se torna cada vez mais acelerado na área da saúde, prenunciando grandes avanços, como por exemplo,  possibilitar os médicos de acompanhar de forma dinâmica e em tempo real os seus pacientes, atendê-los de forma rápida em suas próprias casas e utilizar tratamentos cada vez mais eficientes e menos invasivos. Listamos abaixo 6 avanços tecnológicos na Medicina que foram consolidados em 2015 e prometem muito mais para os próximos anos.


1 - Impressoras 3D


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O interesse pelas impressoras 3D começou em 2010, quando inúmeras empresas entraram no negócio para iniciar um boom que entrou definitivamente na área médica este ano, com conquistas que entraram para a história. Os estudos na Medicina prenunciam avanços ainda maiores, além das impressões para próteses, tecidos, órgãos humanos e remédios. Muitos casos de alta complexidade já são resolvidos com a ajuda de moldes que permitem aos médicos realizar estudos e ensaios sobre cirurgias e intervenções.


Além desta realidade, as impressoras 3D diminuem substancialmente o custo das próteses, permitindo que as peças produzidas sejam totalmente customizadas para a necessidade de cada paciente, com maior agilidade e de forma certeira, reduzindo riscos e tornando a recuperação do paciente mais rápida e melhor. Outro uso das impressoras 3D é a bioimpressão, com a fabricação de tecidos, peles, pequenas partes do corpo e até órgãos.


>>Saiba mais sobre impressoras 3D na área médica.


2 - O boom dos aplicativos médicos


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O que era sonho cada vez mais se torna realidade e a cada dia os médicos passam a acompanhar de forma dinâmica e em tempo real o tratamento de seus pacientes. A Medicina Móvel (mHealth) transformou esta relação e os smartphones, com os mais diversos aplicativos, facilitam e auxiliam com eficácia o cotidiano dos usuários, caminhando agora para se tornarem aliados inseparáveis da conduta médica no desenrolar de casos crônicos.


Com agilidade, os softwares armazenam desde as informações dos pacientes e o desenrolar do diagnóstico clínico, com a realização de exames e receituário, até a evolução do quadro. Muitos deles permitem que o médico mantenha contato online com o enfermo, com informações sobre suas condições de saúde e resposta ao tratamento, podendo então rever a medicação, mediante os resultados que receber.


Os aplicativos ajudam tanto os médicos quanto seus pacientes e são desenvolvidos para todas as áreas da Medicina. Confira alguns:



3 - Telemedicina


Telemedicina


A utilização da Telemedicina,  permite o acesso dos pacientes aos médicos e provedores de saúde, proporcionado agilidade, melhoria e desenvolvimento nos processos clínicos e assistenciais dos serviços de saúde. Uma opção ainda mais viável para quem mora em regiões de difícil acesso, que também reduz os custos operacionais, evitando o desperdício de recursos e colocando profissionais de regiões diferentes e longínquas em tempo real para trocar informações acerca de diagnósticos e procedimentos cirúrgicos.


Um dos exemplos obtidos através desse tipo de monitorização remota tornou possível a redução do número de dias de hospitalização em 60% em portadores da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) avançada.. A cada dia surgem novos softwares que dão ao médico a oportunidade de rastrear seus pacientes e acompanhar a evolução do tratamento prescrito. Além disso, com a possibilidade de trocar informações com seus colegas profissionais quando julgar necessário.


>> Saiba mais sobre os benefícios da telemedicina.


4 - Modelo Uber na saúde


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Os avanços tecnológico provocam sucessivas mudanças na sociedade e a vida moderna absorve gradualmente os passos de uma (r)evolução silenciosa, obrigando diversos segmentos a se adaptarem conforme as necessidades e urgências do cotidiano com suas soluções alternativas. Com a Medicina não é diferente. O Modelo Uber ainda não chegou ao Brasil, mas nos Estados Unidos o atendimento médico oferecido por startups através de chamadas por smartphone é uma realidade.


As empresas Heal, Pager, MedZed, Retrace Health e True North atuam no ramo, que tem provocado polêmica, tal como o sistema do Uber, que desafia o modelo tradicional dos táxis. Neste novo tipo de concorrência, os profissionais podem conversar via internet com seu paciente, para ter um prognóstico inicial, e também ir à sua casa, local de trabalho ou onde estiver para uma consulta pessoal. Se de um lado os profissionais mais novos abraçam a alternativa, de outro as empresas tradicionais procuram se resguardar, enquanto os cidadãos começam a conhecer e a experimentar a novidade em um país onde a consulta médica é cara.


>> Saiba mais sobre o Modelo Uber na saúde.


5 - Nanomedicina


nanomedicina


Com o uso de técnicas e ferramentas específicas,  é possível organizar átomos e moléculas a fim de criar um novo material ou novo processo, atuando na área de pesquisa e desenvolvimento de diversas áreas, da medicina à computação. Na medicina, permite, por exemplo, otimizar os efeitos de remédios ao levá-los diretamente para onde são necessários dentro do corpo, diminuindo a toxidade das drogas, os efeitos colaterais e as dosagens. Também será possível fazer algo parecido em tratamentos como o do câncer, atacando somente as células defeituosas.


Hoje, já existem produtos que resultam da nanotecnologia,  alguns tecidos com características especiais, equipamentos médicos como cateteres, válvulas cardíacas, marca-passo, implantes ortopédicos e curativos antimicrobianos, dentre inúmeras outras soluções.


6 - Cirurgia robótica


Cirurgia robótica


Tipo de cirurgia que objetiva tanto melhorar a capacidade dos médicos realizando cirurgias abertas, quanto para minimizar o impacto em cirurgias minimamente invasivasA cirurgia robótica possui diversas outras vantagens sobre a convencional, incluindo o aumento da precisão e redução do trauma para o paciente. Por exemplo, a cirurgia de ponte de safena, atualmente, exige que o peito do paciente seja "serrado" e aberto por meio de uma incisão de mais de 30 cm de comprimento.


Já o sistema robótico permite realizar o procedimento por meio de três pequenas incisões no peito, cada uma com cerca de 1 cm de diâmetro. Como o cirurgião faria estas incisões menores em vez de uma longa por toda a extensão do peito, o paciente experimentaria menor dor e sangramento, levando a uma recuperação mais rápida. Além disso, a robótica diminui a fadiga que os médicos sofrem durante as cirurgias, que podem durar várias horas.




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