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Telemedicina, uma nova forma de assistência ao paciente

Telemedicina, uma nova forma de assistência ao paciente


A Telemedicina integra o imenso conjunto de ferramentas disponibilizadas pela Internet que têm proporcionado melhoria e desenvolvimento nos processos clínicos e assistenciais dos serviços de saúde. Com a ampliação do raio de ação, sua utilização possibilita o acesso dos pacientes aos médicos e provedores de saúde, além de diminuir os custos operacionais, evitando o desperdício de recursos e colocando profissionais de regiões diferentes e longínquas em tempo real para trocar informações acerca de diagnósticos e procedimentos cirúrgicos.


A expressão “Telemedicina” remete à década de 1950, particularmente com suas origens na Universidade de Nebraska (Estados Unidos), onde foram projetadas as aplicações experimentais para a transmissão de sinais vitais. Desde então, o progresso foi avassalador, com um salto gigantesco de qualidade, associado ao advento e desenvolvimento dos computadores, internet e telefonia. Tudo isso contribuiu para a realidade atual, em que os recursos tecnológicos permitem não apenas a otimização dos cuidados de saúde através de novas redes de comunicação, mas também vislumbrar um mundo ainda mais promissor para a Medicina.


A Telemedicina tem proporcionado o monitoramento remoto de pacientes, contribuindo de forma efetiva para reduzir os custos hospitalares e agilizar o sistema de saúde. Um dos exemplos obtidos através desse tipo de monitorização tornou possível a redução do número de dias de hospitalização em 60% em portadores da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) avançada. Com a economia de recursos no setor de saúde, a Telemedicina é uma alternativa real para que o paciente possa ter um melhor atendimento. Se de um lado os médicos reclamam do excesso de trabalho, de outro, pacientes lamentam a exiguidade do tempo de consulta. Em tal contexto, a boa e eficaz gestão dos recursos pode encontrar saída na Telemedicina, que se torna uma opção ainda mais viável para quem mora em regiões de difícil acesso.


Se os recursos forem bem geridos, podem resultar na redução das consultas, tornando a consulta online relevante e melhorando o atendimento. Além de ser benéfica para o tratamento da DPOC (bronquite crônica), a Tecnologia da Informação tem disponibilizado uma infinidade de aplicativos que ajudam médicos e pacientes no tratamento das enfermidades, como no monitoramento da hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes, por exemplo. A cada dia surgem novos softwares que dão ao médico a oportunidade de rastrear seus pacientes e acompanhar a evolução do tratamento prescrito. Além disso, com a possibilidade de trocar informações com seus colegas profissionais quando julgar necessário.


Hoje, a importância do prontuário eletrônico vai muito além da simples eliminação de uma papelada incômoda. A evolução tecnológica possibilita que vários médicos, em regiões diferentes, tenham acesso a dados críticos do paciente. O compartilhamento dos conhecimentos entre a comunidade médica é amplamente difundido nas redes sociais, de grande utilidade, respeitando obviamente os aspectos éticos e as normas do Conselho Federal de Medicina. Seja através de alertas sobre a comercialização de medicamentos, ou na discussão e divulgação de casos e de fotos, tendo como objetivo continuar e aprimorar seus estudos.


Particularmente, as redes sociais profissionais permitem que os médicos possam interagir de forma direta, via mensagens privadas, com colegas de diferentes regiões ou países, compartilhando conhecimento, obtendo aconselhamento e ainda participando de discussões em grupos, como na rede LinkedIn.


Comunidades de saúde on-line, como Saluspot, oferecem aos usuários entrar em contato com profissionais da área médica de uma forma livre e direta, através de um serviço disponibilizado para que os profissionais possam responder às perguntas dos usuários/pacientes.


Cada vez mais as novas tecnologias são procuradas pelos médicos para complementar o seu trabalho, buscando aperfeiçoamento com tal interação e a promoção de uma melhor comunicação com seus pacientes.


Em ação


Além de melhorar a comunicação entre médicos e pacientes, a Telemedicina está presente em várias práticas mais comuns, além de algumas citadas acima:


- O sistema de Teleconsulta e telediagnóstico permite o contato direto com o centro médico via rede, reduzindo custos, seja de ordem material ou que exija deslocamentos, além de evitar os riscos com o transporte dos pacientes. Importante lembrar que, em várias especialidades, o contato verbal médico-paciente é suficiente para a prestação de um bom atendimento. Neste sentido, nas áreas de acesso complicado, mas com a existência de um centro médico próximo, a Telemedicina é o veículo ideal para estabelecer a comunicação entre os médicos e seus pacientes. No caso especial de idosos que vivem ou passam muito tempo sozinhos, o atendimento diário é feito por um profissional de saúde que o acompanha através de telefonemas. Pacientes com problemas de mobilidade, com deficiência física e com enfermidades crônicas também recebem essa assistência.


- Câmeras de alta resolução e avançados recursos de telecomunicações e sistemas de computador são usados na Cirurgia guiada, que permite a um cirurgião ser dirigido ou supervisionado por outro especialista durante a intervenção. A técnica é geralmente utilizada em cirurgias com o mínimo de invasão no corpo do paciente, como por exemplo, na telelaparoscopia (exame da cavidade abdominal e de seu conteúdo).


- Monitoramento de drogas - Outra importante função desempenhada pelas novas redes de comunicação é a manutenção do controle e atualização das drogas a serem tomadas pelos enfermos. Estas práticas são consideradas bastante úteis em pacientes com doenças crônicas e que requerem tratamento contínuo e supervisionado; bem como naqueles cujos medicamentos podem ser mais agressivos ou desestabilizadores, a exemplo dos psicotrópicos.


- O sistema de armazenamento digital de dados ou registros médicos disponibiliza em um único local todas as informações do paciente, que são permanentemente atualizadas. Isso permite maior facilidade de acesso, com rapidez, eficiência e segurança, além de viabilizar o compartilhamento dos dados com outros especialistas.


- Big Data - O cruzamento de informações em tempo real sobre um grande número de pacientes, através de um banco de dados de evidências clínicas, permite que os profissionais de saúde tenham em mãos como comparar os pacientes que dão melhores respostas a determinados tratamentos em indivíduos com o mesmo perfil. Com isso, podem elaborar melhores diagnósticos e prescrever melhores tratamentos, além de se evitar custos extras com internações. Ao se cruzar e analisar as múltiplas informações, os médicos poderão compreender melhor o desenvolvimento das enfermidades, bem como os profissionais de saúde terão maior segurança para tomar as necessárias medidas de prevenção e de contenção no caso de epidemias.


 




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