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Novembro Azul combate Câncer de Próstata

Atualizado em 01 de novembro de 2016


Novembro Azul combate Câncer de Próstata


Depois do Outubro Rosa, com o alerta para as mulheres acerca da importância da prevenção contra o câncer de mama, agora é a vez dos homens. A saúde masculina entra em um foco especial por conta da campanha Novembro Azul, impulsionada pela parceria entre a Sociedade Brasileira de Urologia e o Instituto Lado a Lado pela Vida, com o apoio de esferas públicas e privadas.


O movimento é comemorado em todo o mundo e foi iniciado na Austrália, em 2003, com a denominação Movember, união das palavras “moustache” e “november”, ambas em inglês.


O objetivo do Novembro Azul


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Um dos objetivos do movimento na luta contra o câncer de próstata é desmistificar a doença, dar um basta no preconceito e incentivar os homens a cuidarem melhor da saúde, além de chamar a atenção para a importância dos cuidados preventivos, principalmente para o exame de toque, ainda hoje um símbolo de resistência a ser quebrada.


O Alcance do Novembro Azul


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Diversas ações serão realizadas no decorrer do mês, a fim de chamar a atenção para a campanha, com pontos turísticos de diversas cidades sendo iluminados de azul, assim como os locais mais frequentados pelos homens, como estádios de futebol.


Prevenção e Preconceito


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Como a principal forma de prevenção é realizando exames de rotina, a recomendação é que homens a partir de 50 anos façam o exame de sangue PSA, que mede a dosagem do antígeno prostático específico, ingrediente do sêmen produzido pela próstata. Se houver alguma alteração, o passo seguinte é a realização do exame de toque.


Apesar do bloqueio, alimentado e estigmatizado pelo preconceito, é preciso entender que tal procedimento é fundamental na prevenção do câncer de próstata. É rápido, durando menos de 15 segundos, e praticamente indolor.


Sobre o Câncer de Próstata


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Os riscos da enfermidade crescem quando se verifica sua incidência no histórico familiar, desequilíbrio hormonal da testosterona, idade acima de 50 anos, obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada.A incidência maior se registra nos homens da raça negra.


O câncer de próstata não é possível de se evitado, contudo, pode ser diagnosticado precocemente, daí a importância de serem realizados os dois exames que são complementares, o de toque e o PSA. A doença, se descoberta em estágio inicial, tem aproximadamente 90% de chances de cura.


É importante ressaltar que os homens que tiverem histórico de câncer na família devem iniciar o acompanhamento mais cedo. Nesses casos, o ideal é que as operadoras de plano de saúde façam o mapeamento da população para identificar beneficiários com potencial para desenvolver a doença.


Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), até o final deste ano, 60% dos homens serão afetados pela enfermidade, com cerca de 69 mil casos diagnosticados. No Brasil, o câncer de próstata é o tumor mais frequente no sexo masculino, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma e as estatísticas revelam que, a cada seis homens, um é portador da doença. Em valores absolutos é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente no sexo masculino, com cerca de 10% do total de cânceres.


Pesquisa


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O preconceito não se verifica apenas no Brasil. Segundo a pesquisa realizada pela Coalizão Internacional para o Câncer de Próstata (IPCC, na sigla em inglês), 47% dos homens com a doença em estágio avançado desconhecem e sequer se importam com os sintomas, não comunicando aos médicos e perdendo tempo para iniciar o tratamento e aumentar as chances de cura.


A pesquisa não incluiu o Brasil e abrangeu 900 pacientes e 360 cuidadores de 10 países: Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Itália, Holanda, Estados Unidos, Japão, Cingapura e Taiwan. Conforme a Organização Não-Governamental Cancer Care, da Grã-Bretanha, 1,1 milhão de homens são afetados pelo câncer de próstata, que provoca 307 mil mortes em todo o planeta a cada ano. É a segunda neoplasia mais frequente em homens, depois do câncer de pulmão. Ainda segundo o estudo, cerca de 10% dos pacientes chegam na consulta pela primeira vez já com o tumor espalhado para outras regiões do corpo.


Detectar os sinais pode não ser tão simples, uma vez que os sintomas não são específicos. A pesquisa apontou os mais recorrentes que afetam os homens: cansaço (86%), dores nas costas (82%), dor generalizada (70%), fraqueza (67%) e dificuldade para dormir (62%), além da incontinência urinária.


 




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