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Dia C e Dezembro Laranja, o Combate Nacional ao Câncer da Pele

Atualizado em 2 de dezembro de 2016


Dia C e Dezembro Laranja, o Combate Nacional ao Câncer da Pele


 


O maior órgão do corpo humano precisa de todo o seu cuidado. Por este motivo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu no dia 26 de novembro, o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele, denominado Dia C, e promoverá em todo mês de Dezembro o 'Dezembro Laranja'. O objetivo é reforçar as ações da instituição contra a enfermidade.


Dia C - #ControleoSol


Trata-se da maior campanha realizada por dermatologistas no planeta, colocando em ação 121 postos de atendimento de 23 estados brasileiros e reunindo mais de 3 mil dermatologistas voluntários. Os trabalhos acontecerão em hospitais públicos credenciados, postos de saúde e tendas montadas em pontos de grande circulação. Prevê-se que mais de 30 mil pessoas sejam atendidas durante a mobilização.


O atendimento será restrito para análise, diagnóstico e tratamento de câncer da pele. Além disso, estão previstas atividades educativas nos postos, como aulas expositivas acerca da fotoproteção e sobre como suspeitar do câncer da pele. Para ter acesso aos postos de atendimento mais próximos de sua residência, as pessoas poderão telefonar para os números 0800-701-3187/ 0800-707-7343, tendo o CEP em mãos.


Desde a sua implementação, em 1999, a campanha da SBD atingiu 518.737 pessoas. Em 2009, a entidade recebeu a certificação do “Guinness World of Records” por ter promovido, em 5 de dezembro de 2009, a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia, e a maior campanha mundial de prevenção ao câncer da pele, com mais de 34 mil atendimentos em diferentes regiões do Brasil.


O Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele foi instituído em 2012, atendendo desde então mais de 360 mil pessoas, e integra as ações do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele (PNCCP), instituído pela entidade em 1999.


Dezembro Laranja


Dezembro Laranja: Aplicativos dermatologistas


Iniciou-se ontem, 01, o Dezembro Laranja. Este é o terceiro ano consecutivo que a Sociedade Brasileira de Dermatologia colore o Brasil de laranja para passar uma mensagem importante: a de que o câncer da pele pode ser prevenido.


Tecnologia aliada na prevenção


No dia 14 de dezembro, a partir das 15h, a dermatologista Leandra Metsavaht responde as principais dúvidas sobre fotoproteção na página da SBD do Facebook. As perguntas já podem ser enviadas, nos comentários, e também no dia, durante a transmissão. As questões que não puderem ser respondidas ao vivo serão sanadas posteriormente.



 


Sobre o Câncer de pele


A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele e que se dispõem formando camadas. Os diferentes tipos de câncer são definidos conforme a camada afetada e os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo. A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento.


Embora apresente uma alta taxa de incidência, o câncer da pele não-melanoma tem baixa letalidade, sendo possível ser curado com facilidade caso detectado precocemente. Por isto, é recomendável que as pessoas examinem regularmente sua pele, procurando imediatamente um dermatologista se perceber pintas ou sinais suspeitos. Prevenir nunca é tarde demais. Calcule o seu risco de desenvolver a doença.


Aplicativos para auxiliar Dermatologistas e pacientes


Aplicativos ajudar detectar o câncer de pele


Cada vez mais os smartphones se integram à vida diária dos profissionais, em todos os setores. Na Medicina, os recursos tecnológicos podem salvar vidas.


1 - SkinVision


Desenvolvido para dispositivos móveis focados em Medicina Preventiva, o SkinVision ajuda a manter a saúde da pele e permitiu detectar o câncer de pele. Sua criação envolveu os conhecimentos de cientistas da computação, matemáticos e dermatologistas, que possibilitaram aos usuários identificar pintas, verrugas e marcas de pele possível ou potencialmente perigosas.


Disponível para iPhone ($ 0.99) e Android (gratuito), permite que a pessoa tire fotos, arquive e localize imagens de marcas na pele. É considerado como uma ótima ferramenta dermatológica.


2- SkinCheck


Na Universidade de Michigan (EUA), pesquisadores criaram um aplicativo para smartphone e tablet que ajuda a detectar a existência do câncer da pele. O SkinCheck ensina, de forma didática, como tirar fotos de diferentes partes do corpo, com o objetivo de elaborar a análise. Depois de um tempo, uma nova sessão de fotos é realizada, a fim de que o aplicativo estabeleça comparações acerca das possíveis alterações. O "calculador de risco" do programa informará o índice do risco de ter câncer da pele.


O SkinCheck está disponível na App Store, da Apple.


3- Doctor Mole


Criado pelo desenvolvedor australiano Mark Shippen, o Doctor Mole permite escanear pintas, manchas e verrugas para compara-las por possíveis tumores malígnos.


O app checa traços específicos, conhecidos como “ABCDEs” das pintas. Depois de tirar uma foto da pinta, mancha ou verruga, o app – usando o sensor do smartphone e realidade aumentada – te apresenta um código de nível de risco colorido para os ABCDEs. Ele salva as imagens da pinta, para que você possa comparar com fotos anteriores para ter certeza de que não está crescendo ou mudando.


Além disso, em algumas semanas te lembra de checar a pinta novamente. O aplicativo não faz diagnósticos de câncer de pele, e se você achar algo suspeito, você deverá procurar um médico.


O Doctor Mole está disponível para iOS, Android e Windows Phone.


4 - DermoScreen


O DermoScreen nasceu pelas mãos de pesquisadores da Universidade de Houston (Estados Unidos) e é um aplicativo desenvolvido para smartphone pela equipe do engenheiro George Zouridakis que alcançou uma taxa de acerto de 85% na detecção de casos do câncer da pele, índice similar à taxa de precisão que os próprios dermatologistas têm.


Seu funcionamento está condicionado às lentes especiais de aumento (dermoscópicas), que devem ser acopladas ao iPhone. Vem sendo desenvolvido desde 2005 e sua utilização foi idealizada para áreas rurais e países em desenvolvimento, sem acesso a médicos especialistas. Traz consigo uma ideia básica, que consiste em tirar uma foto de uma mancha suspeita na pele e rodá-la em um programa que descobre em segundos se a lesão pode ser cancerígena. O DermoScreen continua passando por mais testes no Centro de Câncer da Universidade do Texas.


Veja também outros aplicativos para dermatologistas.




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