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Médico: Como gerenciar seu perfil no Facebook

Médico: Como gerenciar seu perfil no Facebook


Você está atento para suas configurações no Facebook? Sabe exatamente quem pode ver o que dentre as suas postagens? Aceitaria ou recusaria imediatamente um pedido de amizade de um paciente? Teme pelo interesse sentimental ou tem plena convicção da necessidade de manter uma distância profissional? Preocupa-se com a possibilidade de uma amizade virtual se transformar em uma conduta antiética, com o estreitamento das relações ameaçando fazer do Facebook o seu consultório virtual?


Falar de ética médica é fazer referência a uma ética especial, diferenciada? Ou seria a mesma coisa que falar de ética do jornalista ou da ética do marceneiro? Pois todas se referem à ética do cidadão e, como cidadão, não se pode trair a palavra dada, não se pode mentir e nem abusar da confiança depositada por seu semelhante. No final de 2010, um debate veio à tona, com o questionamento ético acerca da presença de médicos no Facebook. A discussão retorna com força, motivada pela publicação das novas regulamentações do Conselho Federal de Medicina, no Diário Oficial da União do dia 1º de outubro passado, que imediatamente entraram em vigor. Confira a íntegra do anúncio feito pela página oficial do CFM.


O bom senso deveria reger as relações no Facebook e demais redes sociais, mas não é tão fácil separar o que se deseja publicar para um grupo de amigos e aquilo que não se deseja que seja lido por outras pessoas. Muitos não dominam a política de privacidade do Facebook e desconhecem como mudar suas configurações e um grande número sequer se lembra das alterações que tenha realizado na tentativa de se preservar.


Talvez as coisas sejam ainda mais complicadas para o médico devido ao sigilo exigido no que diz respeito ao tratamento de seus pacientes. Como separar e manter distante o relacionamento médico-paciente de uma amizade virtual? Da mesma forma que o profissional não queira que seu paciente fique sabendo de que forma passou o fim de semana ou onde esteve e com quem nas últimas férias, é bastante delicado conversar abertamente na rede mundial de computadores sobre o andamento das consultas e do tratamento. É muito tênue a linha do discernimento e a interpretação imprecisa e errônea de qualquer comentário ou foto fora do contexto original pode estremecer a relação de confiança mútua médico-paciente.


O que se espera é que haja bom senso no gerenciamento do perfil do médico, seja no Facebook, Twitter, Instagram e demais redes sociais. Da mesma forma, é o que também se espera de todos os profissionais, para que não misturem a vida particular com o exercício de suas funções, tendo em mente a obrigação de respeitar e seguir os princípios delineados pelas instituições superiores a quem estejam subordinados e filiados. Se o Facebook é uma ferramenta de grande relevância, também se apresenta como uma armadilha que precisa ser olhada com atenção.


O que se escreve e o que se posta de fotografia não se dissolve meramente no ar quando se arrepende de algo, na crença de que um simples deletar resolveu o problema.




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