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Dia mundial de combate ao AVC

Dia mundial de combate ao AVC


Comemora-se nesta data o Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular CerebralAVC, principal causa de morte no Brasil. Segundo pesquisa realizada pela Orizon com 2.735 pessoas, que apresentaram um derrame entre junho de 2014 e junho de 2015, de cada 100 vítimas, 66 tinham menos de 60 anos; 35% sofreram um AVC entre 40 e 59 anos e 16% entre 26 e 39 anos. Especializada no setor de Saúde, a empresa ressalta que o problema não é uma exclusividade dos idosos.


Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 100 mil mortes são causadas pelo AVC anualmente. A condição resulta de um entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro. Como os sintomas são variáveis, é importante estar atento às dores de cabeça intensas e à perda de visão ou da força em membros de um lado do corpo, como os braços e as pernas. Tais sinais costumam aparecer repentinamente, sendo recomendado que o médico seja procurado imediatamente.


Aplicativos facilitam detectar o problema e calculam risco


Criado pelo Comitê Especial de Controle ao AVC no Ceará, em parceria com o Hospital Albert Einsten, em São Paulo, o aplicativo SOS AVC foi lançado no final de julho passado com o objetivo de facilitar a identificação dos sintomas e está disponível gratuitamente para iOS e Android. Para baixar o aplicativo, basta procurar a página dele no iTunes ou Google Play. O programa também será utilizado na contabilidade de notificações de casos de AVC pela Secretaria de Saúde do Ceará.


No SOS AVC, os usuários devem responder "sim" ou "não" a um questionário rápido, conforme a escala "SAMU" (Sorriso, Abraço, Mensagem e Urgente), a fim de identificar se a pessoa está com os sintomas. Com relação à primeira pergunta, deve checar se a vítima suspeita consegue sorrir normalmente; na segunda, se consegue levantar os braços sem problemas de locomoção; na terceira, se consegue falar normalmente. Se em qualquer uma das perguntas a resposta for negativa, o software fará automaticamente uma ligação para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


O acelerado desenvolvimento das pesquisas nas neurociências e os avanços tecnológicos já permitem que seja feito o cálculo de risco de se ter um AVC em um período de cinco a 10 anos. A resposta, na palma da mão, vem de um aplicativo para celular desenvolvido pela equipe da Auckland University of Technology, da Nova Zelândia. O Riscômetro de AVC, ou Stroke Riskometer, em inglês, possibilita que, através do processo de perguntas e respostas simples, seja feito o cálculo.


Com o resultado, o software repassa para o paciente uma série de orientações, sugerindo melhorar sua qualidade de vida através da atenção para com uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, conforme o seu perfil, que podem diminuir os fatores de risco. Gratuito e disponível para Android e iOS, o Riscômetro de AVC está sendo traduzido para 25 idiomas, entre eles o Português.




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