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Medicina Móvel auxilia médicos e aumenta eficácia do tratamento

Medicina Móvel auxilia médicos e aumenta eficácia do tratamento


O ritmo das inovações tecnológicas se torna cada vez mais acelerado na área da saúde, prenunciando grandes avanços para que os médicos possam acompanhar de forma dinâmica e em tempo real o tratamento de seus pacientes. A Medicina Móvel (mHealth) é uma realidade à qual o mundo se acostuma, transformando a relação cotidiana de médicos e pacientes com as questões de saúde. Há algum tempo, os smartphones, com os mais diversos aplicativos, facilitam e auxiliam com eficácia o dia a dia dos usuários, caminhando agora para se tornarem aliados inseparáveis da conduta médica no desenrolar de casos crônicos.


Pacientes com diferentes tipos de enfermidades beneficiam-se disto corriqueiramente nos Estados Unidos e os telefones celulares são usados com sucesso para enviar aos médicos os resultados de seus exames de eletrocardiograma a partir dos pulsos da mão. O acompanhamento é feito online pelo médico, que a partir daí terá as informações necessárias para avaliar o quadro de saúde. Em entrevista ao Canaltech, David Collins, diretor da divisão móvel da organização sem fins lucrativos Healthcare Information and Management Systems Society, afirmou que “os aplicativos são uma das muitas ferramentas da mHealth que estão ajudando consumidores e pacientes a se empenharem em sua própria saúde”.


A qualidade desses programas foi chancelada por Iltifat Husain ao Canaltech. Fundador do site de aplicativos iMedicalApps, ele constata uma melhoria acentuada e uma oferta cada vez maior nos últimos dois anos, advertindo que o não seguimento correto da prescrição médica pode comprometer de forma significativa o tratamento. “Eu vejo pacientes que chegam praticamente em coma diabético porque não estavam tomando seus medicamentos devidamente, declarou, ressaltando que, “como sociedade, nós precisamos descobrir se nós estamos dispostos a mudar a fundamental relação física entre médico e paciente”.


É sabido que para se tratar o diabetes existe um pré-requisito importante, além do controle da alimentação: disciplina e dedicação. Afinal, na hora de tomar os medicamentos, ainda se faz necessário mergulhar em cálculos numéricos para envolvendo carboidratos e doses de insulina. No Brasil, a Dra. Karla Mello, endocrinologista e diabética, juntamente com os sócios Floro Dória e Ricardo Pessoa, desenvolveu um sistema para smatphones que permite auxiliar no controle glicêmico de portadores de diabetes. O GlicOnLine, aplicativo Android que automatiza o tratamento, facilita o dia a dia do paciente e permite que médico e nutricionista possam acompanhá-lo pela online. O aplicativo também ajuda as pessoas a ter uma dieta saudável, ainda que não sofra com os males da doença, controlando o nível de carboidratos com medidas caseiras. Além disto, os usuários estão livres da estressante e dura tarefa de fazer contas rotineiramente. .


Nos Estados Unidos, na semana passada, a empresa Proteus anunciou o desenvolvimento de uma tecnologia que avisa imediatamente ao médico se o paciente deixou de tomar a medicação que lhe prescreveu. Tais medicamentos têm um sensor ingerível que, após ser engolido, envia um sinal informando que o paciente tomou. O primeiro aviso chega no smartphone do paciente (ou de seu responsável). Em seguida, mediante autorização, todas as informações serão repassadas ao médico responsável através de um sistema considerado pela Proteus como “seguro”. Esta tecnologia poderá ser utilizada no tratamento de doenças mentais de distúrbios de memória, como Esquizofrenia e Mal de Alzheimer


Outro aplicativo que promete trazer benefícios no tratamento, fortalecendo sua eficácia, é o Dr. Cuco, que atuará de forma integrada com os softwares de prescrição digital dos médicos e convertendo as receitas em lembretes de medicamentos diretamente no App do paciente.​ Seu conceito e sua concepção tiveram como inspiração a dificuldade que as pessoas têm de organizar seus medicamentos ou de algum ente querido, principalmente quando se encontra diante de um tratamento complexo e que envolve o consumo de múltiplos medicamentos a serem administrados em diferentes horários.


 





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